terça-feira, 31 de dezembro de 2013

Amizade Colorida - 7



  Contei a minha mãe que ficou extremamente feliz, mas me deu vários sermões, tudo bem eu mereço. Mas o que importa é que eu consegui, que felicidade cara. Mas enquanto não chega essa semana eu me contento em sossegar, se eu conseguir.

  Era umas quatro da tarde quando batem a minha porta, sai do quarto e abri a porta. Tomei o maior susto.

  _Vitor! - pulei no colo dele e abracei forte meu amigo, deu pra perceber que só tenho amigo homens?
  _Luna minha menina, quanto tempo - beijou meu rosto.
  _Vem entra.

  Puxei ele pela mão e sentamos no sofá. Vitor foi a primeira pessoa que fiz amizade aqui em sampa, ele é um fofo, bonito também. Era moreno de cabelo arrepiadinho e forte, mas na medida certa. Ele é filhinho de papai, rico, mas nem um pouco metido. Posso até dizer que ele é um verdadeiro cavaleiro, longe do Luan foi ele quem me consolou.
  A gente acabou ficando algumas vezes, mas não quis prolongar, apesar que ele nunca escondeu que gosta de mim. Mas em fim, a um ano ele viajou pra Bélgica, o cachorro me deixou, mas disse que voltaria e que viria me visitar e cumpriu.

  _Que saudade fiquei de você - me abraçou me colocando em seu colo, ele me tratava como um bebê.
  _Eu também, porque não avisou que estava chegando?
  _Queria fazer uma surpresa - sorriu, e que pelo sorriso.
  _E conseguiu  - falei botando a mão no coração que pulsava rápido.
  _Agora eu sou médico - disse se gabando.
  _Hum metido, e eu semana que vem vou fazer um estágio como assessora. E detalhe é de um cantor famoso.
  _Do Luan Santana? - supôs.
  _Como você sabe?
  _Só adivinhei, ele é seu amigo né.
  _É sim, mas não sei se ele ainda lembra de mim.
  _Impossível te esquecer - ele riu.
  _Bobo, mas vai conta tudo.

  Me ajeitei no sofá e Vitor contou tudo o que aconteceu nesse tempo lá fora. Me senti mais alegre com ele ali, ele era muito alto astral e minha ansiedade foi esquecida. Vitor passou a tarde toda lá, até a hora da minha mãe chegar. Quando ela o viu ficou mega feliz, mimou ele mais do que eu. Mãe to com ciúme viu?

  Ele se foi prometendo voltar. E veio mesmo, todos os dias vinha me visitar. Fazíamos a maior bagunça. Ia me esquecendo, Dagmar me ligou e pediu que eu arrumasse as malas, porque teríamos várias viagens, cara eu iria conhecer várias cidades em uma semana, muito foda.
  Já arrumei minhas coisas, mas não levei muita coisa, só o necessário.

[...]

  _Pegou tudo filha? Tem certeza que não esqueceu de nada? - minha mãe me fazia um interrogatório antes de viajar.
  _Peguei mãe, fica tranquila, ta tudo certo. É só uma semana.
  _Se cuida meu amor, e boa sorte. - beijou minha testa.
  _Obrigado mãe. - sorri e a abracei, nunca fiquei tanto tempo longe dela.

  Peguei um táxi e fui até o endereço do hotel que ela havia me passado, cheguei em frente e o lugar era imenso. Isso que é um hotel.
  Entrei e fui até a recepção.

  _Olá, bom dia. Posso ajuda-la? - disse uma moça.
  _Sim, eu vim conversar com a Dagmar Alba. Ela está me esperando.
  _Só um instante - ela ligou pro quarto da Dagmar - Ela pediu que a senhora a encontre no restaurante do hotel, é só virar a esquerda.
  _Ah, obrigada. - sorri.

  Fui para lá e me sentei numa mesa que dava pra avistar tudo. Em cinco minutos ela apareceu e veio até mim. Me levantei.

  _Oi - sorri.
  _Olá Luna, seja bem vinda.
  _Obrigada.
  _Venha vou te apresentar o pessoal.

  A segui e fomos andando por um corredor, indo até uma sala.  Quando entrei vi várias pessoas com a camiseta da equipe.

  _Galera essa é a Luna, a nova assessora que vai me ajudar. Ela terá um semana de teste, se tudo der certo, ela fica. - disse Dagmar me apresentando. Sorri tímida estralando os dedos
  _Oi - acenei com a mão.
  _Oi, seja bem vinda! - todos disseram.
  _Vou lhes apresentar - falou Dagmar - Esse é Roberval, secretário particular do Luan. - era um cara baixinho e gordinho, de testa grande.
  _Essas são Marla e Daiane. Backing Vocal da banda. - apontou pra duas moças, uma morena e uma loira.
  _Esse é o Valdemir, ou Marreta como todo mundo conhece - risos - Juliano Ferro; Fernando Baron; Paulo Henrique, o Peixe.
  _Quantos apelidos - disse rindo com todo mundo.
  _E o Paulinho Pinto. Essa é a banda. E tem a equipe técnica, mas esses você vai conhecer na hora do show hoje a noite.
  _Ok. - assenti com a cabeça.
  _Esse é o Gutão, personal do Luan - Jesus, que gato.
  _E cadê o Luan? - olhou para Roberval e ele só sacudiu os ombros em sinal de 'sei lá'.

  Ta eu confesso que estava louca pra ver ele, saber como ele estava, coisas que a saudade faz.

  _Desculpa a demora gente. - ouvi sua voz vindo da porta atrás de mim. Foi como se uma brisa gostosa tocasse minha pele.
  _Até que fim a noiva chegou - Roberval zuou com ele. Ri lembrando de quando eu brincava também com o Luan.
  _Ih fica quieto aí testa. - risos - Cadê a moça? - perguntou pra Dagmar.
  _Ali - ela apontou pra mim e me virei pra ele.

  Quando botei meus olhos nele de imediato sorri. Cara como ele ta diferente, mais alto do que eu até. Seu cabelo agora era todo arrepiado, com um corte mais moderno. Ele vestia uma calça escura e uma camiseta azul clara apertada, mas também, ele tava forte. Que diferença, ele era bem mais magrelo, mas ta bom assim.

  _Oi, tudo bom? - sai dos pensamentos e o cumprimentei.
  _Oi linda, to bem e você? - ele veio até mim e me deu um abraço. Cheiroso.
  _To bem também - sorri.
  _Essa é a Luna, Luan. - disse Dagmar.
  _Prazer em conhece-la. - É, pelo jeito ele não se lembra de mim.
  _Prazer é meu.

  Tiveram uma pequena reunião, falando sobre o show de hoje no interior do estado. Logo chegou Anderson, empresário do Luan. Eu fiquei num cantinho observando tudo, já que ainda não sabia de nada. Eu sempre olhava para Luan, ele não tinha uma espinha na cara, e isso não é de hoje, desde os tempos de escola sua pele sempre foi um bumbum de neném. Que inveja.
  Não sabia ao certo se ele era o mesmo, sinto que sim, mas vamos aguardar. Aliás eu conto ou não conto que sou sua velha amiga? Acho melhor não, ele deve que nem lembra mais da gente.

  Todos foram para seus quartos, peguei minhas chaves e subi também. Cheguei no andar e procurava pelo número do meu quarto. Olhava distraída pras portas e nem vi que ele estava no corredor.

  _Perdida? - perguntou rindo. Dei um pulo de susto.
  _É... er. Eu to procurando meu quarto. - respondi com dificuldade ainda pelo susto.
  _Desculpa não queria te assustar - Luan sorriu e se aproximou, pegou minha chave e olhou o número. - Seu quarto é do lado do Gutão.
  _Sério? - Fala sério que sorte hein, será que esse Gutão ta solteiro? Ta, parei - E onde é o quarto do Gutão?
  _Do lado do Rober - ele riu, fomos andando pelo corredor.
  _E onde é o quarto do Rober?
  _De frente ao meu.
  _E onde é o seu? - caímos na risada pela sequência de pergunta.
  _Logo ali. - apontou pra uma porta e logo vi o número do meu quarto.
  _Ah achei. Só eu de mulher aqui no meio? - fiz careta.
  _É - riu - O da Dag fica lá no fim do corredor.
  _Ok, valeu pela ajuda. - sorri e fui indo pro quarto.
  _Espera! - ele me chamou e eu me virei - Você não me é estranha.

  Ele ta se lembrando de mim? Isso mesmo? Glória ao Pai!

  _Ah, acho que você me conhece sim - sorri me encostando na porta.
  _Te conheço? - ele passou a mão na nuca e juntou as sobrancelhas.
  _Aham, to meio diferente. Mudei um pouco as roupas. Mas sem dúvida acho que se lembra de uma garota que era sua vizinha e melhor amiga. Nossos pais trabalhavam juntos no banco e bom - parei pensando na morte do meu pai, sacudi a cabeça afastando os pensamentos - Acho que não vai se lembrar.

  Ele me olhava parado, sem esboçar nenhuma reação. Ta na cara que ele não se lembra. Dei um sorriso sem graça e abri a porta do meu quarto.
   De repente alguém me agarrou me levantando pro alto. Nem deu tempo de gritar. Olhei direito e era o Luan. Aí meu Deus!



  _Luninha é você mesma cara? - Luan me pôs no chão me abraçando forte. Senti meus ossos estralarem.
  _Achei que não ia se lembrar de mim. - disse com lágrimas nos olhos.
  _Nunca te esqueci em nenhum momento. Mas você ta tão diferente, nem te reconheci. - ele me olhou.
  _Você também - ri.
  _Vem cá.

  Ele me puxou pro seu quarto, fechou a porta e me abraçou forte novamente. Ficamos um longo tempo só assim, matando a saudade.

  CONTINUA...

Gostaram? !

Amizade Colorida - 6



  Peguei meu celular e liguei pra essa tal Dagmar. Chamou duas vezes e atendeu.

  _Alô?
  _Oi, Dagmar? - tava meio insegura.
  _Sim, quem gostaria?
  _É a Luna, eu fiquei sabendo por um amigo seu, primo da minha amiga que você está procurando uma ajudante na assessoria. - eu mexia de um lado pro outro minha correntinha, vai arrebentar desse jeito.
  _Ah sim, é verdade. Se interessa pelo trabalho? É bem puxado.
  _Claro, é o que eu mais quero.
  _Onde mora? - perguntou.
  _Em São Paulo.
  _Ótimo, estarei aí amanhã para resolver uns negócios. Gostaria de tomar um café? Assim poderemos conversar melhor.
  _Claro. Diga o lugar e a hora. - ela me passou a cafeteria que iríamos, sabia onde era.
  _Então as 3 horas viu? Não se atrase.
  _Ok, pode deixar, até amanhã.
  _Até.

  Ah cara eu não acredito! Eu consegui! Eu consegui! Vai rebola. Ta, eu ainda não consegui totalmente, mas ta quase lá. Segura na mão de Deus!
  Minha mãe chegaria a noite do escritório e eu não via a hora de contar a ela.

  _Boa noite filha - ela me deu um beijo na testa.
  _Boa noite - sorri - Preciso te contar uma coisa.
  _O que? - me olhou assustada.
  _Fui demitida - tanquei os olhos e esperei.
  _Luna Vasconcelos! - ela disse mais alto e brava e pior, falou meu nome inteiro.
  _Mas calma, deixa eu falar primeiro. Fui demitida, mas acho que já consegui outro.
  _Acha por que? - cruzou os braços ainda séria.
  _Eu liguei pra uma moça, ela é assessora e amanhã vou conversar com ela numa cafeteria, espero que ela me contrate.
  _Aí querida, você não tem jeito mesmo né. Tudo bem, boa sorte.
  _Obrigada - abracei lhe dando um beijo no rosto.

  Fui dormir já pensando no dia que viria, espero que de tudo certo.

  Acordei no outro dia as nove horas, minha mãe já havia saído, fiquei assistindo tv até dar a hora de encontrar a Dagmar, ok ia demorar muito. Então fui ficar na internet. Esqueci de dizer sou viciada nisso, se deixar viro o dia e a noite.
  Almocei sozinha, e depois fui tomar um banho. Fiquei de frente ao guarda-roupa procurando uma roupa, precisava de uma coisa descente né, o que ela pensaria se eu chegasse toda largada? Iria achar que eu sou uma maloqueira.
  Coloquei uma calça mais justa, uma regata branca e uma sapatilha, peguei minha mochila e sai. Peguei um táxi e assim que cheguei na cafeteria ela também chegou.

  _É a Luna né? - ela me olhou chegando.
  _Sou eu sim, tudo bom? - demos um aperto de mão.
  _Tudo bem, prazer em conhece-la. Me acompanhe.

  Nos sentamos numa mesa no fundo, ela pediu umas coisas lá e começamos a conversar. Dagmar foi perguntando absolutamente tudo, então não pude mentir que fui demitida por atrasos.

  _Pelo jeito não é responsável com os horários, não é mesmo? - vi que não iria dar certo.
  _É eu fui bem irresponsável, mas acho que depois que a gente leva um esfrega, em fim a gente aprende.
  _Olha Luna, eu não sei, preciso confiar na pessoa. É um trabalho quem exige responsabilidade, não é fácil como aparenta.
  _Me dá só uma chance. Eu prometo que vou me esforçar. Se não der certo eu volto pra casa. - eu estava apreensiva.
  _Eu não sei... - parecia pensar.
  _Por favor? Eu juro que você não vai se arrepender. É meu sonho ter esse trabalho.
  _Está bem - suspirou - Terá uma semana uma teste, se mostrar que tem potencial você fica, do contrário...
  _Eu sei, nossa cara - eu tinha um sorriso largo - Muito obrigada, muito obrigada mesmo.
  _To confiando em você - sorriu - Então semana que vem eu estarei aqui novamente, mas com toda equipe, vamos ver uma casa noturna que vai estrear em setembro.
  _A Outlaws né? - perguntei.
  _Essa mesma - sorriu se levantando - Bem vinda a equipe Luan Santana.

  O que?! Luan Santana?! Não! Para o mundo que eu quero descer.

  _Luan Santana? - sorri torto ainda desnorteada com a notícia.
  _É não sabia que eu era a assessora dele?
  _Nã... não, assim eu lembrava seu nome, mas esqueci que trabalhava pra ele.
  _Algum problema?
  _Não! Nenhum, é uma honra trabalhar com vocês - sorri.
  _Ok, então até semana que vem. Vou indo.
  _Tchau! Foi um prazer.
  _Aqui meu outro número, me passa o seu - falei meu celular pra ela - Qualquer coisa te ligo.
  _Tudo bem.

  Ela pagou a conta e se foi, eu também fui pra casa. Assim que cheguei joguei minha mochila num canto e me sentei no sofá.

  _Eu não acredito. - pensei alto.

  Cara isso é maravilhoso, eu vou trabalhar com o Luan. Que saudade daquele menino, espero que ele se lembre de mim. Eu vou me esforçar ao máximo pra ficar nesse emprego. Em fim uma assessora de verdade.


CONTINUA...

  Postei mais um hj a pedido das minhas leitoras haha Foi pequeno,mas ta valendo. Dedico o capítulo a Jenifer do @legally_santana. Um abraço a todas!

Amizade Colorida - 5


Narração:

  Em 5 anos se muda muito, vidas completamente diferentes.
  Luan seguiu seu sonho na música, não desistiu e hoje é o maior cantor sertanejo. Primeiro ficou conhecido a música Falando Sério, mas ainda não tinha sido dessa vez, dois CD's gravados mas que ainda não estouraram. Então foi na música Meteoro que Luan viu seu sonho se tornar realidade, era a primeira nas paradas, e logo veio mais shows e em pouco tempo seu primeiro DVD, gravado na sua terra natal. Um recorde de vendas, e que no ano de 2010 foi o maior vendedor de discos no país.
  No final do mesmo ano veio seu segundo DVD, no Rio de Janeiro, e mais recordes de vendas vinham. Na maioria das premiações ele sempre ganhava, prêmios atrás de prêmios. Mas seu maior troféu foram as fãs. Uma legião de pessoas unidas por ele, a Família Luan Santana, que trazia o título de melhor família. Seu carinho é imenso pelas fãs, que em 2011 passaram a ser as 'Negas' mais um de seus apelidos.
  Agora, em 2012, veio seu quinto álbum, Quando Chega a Noite. Dentre as músicas, três foram de absoluto sucesso: Incondicional, Você de Mim Não Sai e Te Vivo. E a Te Vivo ganhou um clipe que repercutiu no Brasil e em outros países. Uma história romântica que tocou o coração até de quem não curtia o som.
  Hoje é um grande homem, mas com uma áurea de menino, tem 21 anos mas se comporta como um garoto de 11.

  E Luna? Por onde anda? Ah, essa é a mesma, só mudou fisicamente, que aliás mudou muito, se tornou uma bela mulher de um corpo e um rosto invejável. Mas que não fazia uso disso, nem se achava tão bonito.
  Luna era e ainda é muito extrovertida e alegre, sempre brincalhona. Mora com sua mãe em São Paulo, no começo quando se mudou não se acostumou com a vida agitada da grade metrópole, mas hoje adora. Meia-Noite ainda é muito cedo pra ela, com um grupo de amigos passa noites em claro nas boates e bares da cidade, mas só bebia e apesar de tudo, era ela quem dirigia o carro do amigo bêbado.
  Terminou os estudos e faz a faculdade de publicidade, seu desejo ainda é ser assessora dos famosos, mas por enquanto de sustenta com um estágio em uma empresa.
  Ela perdeu todo o contato com seu amigo Luan, Luna via seu nome estampado em todos os lugares e ficava feliz por ver que sonho se tornou realidade, acompanhava de vez em quando a vida dele, mas pouca coisa. Nunca mais o reencontrou, foi em alguns shows mas ficou na sua, era magnífico vê-lo cantar.
  Luna estava sozinha como sempre, nunca teve um relacionamento sério, só beijos, flertes e rolinhos. Ela queria encontrar alguém perfeito pra ela, tinha medo de se apaixonar e dar todo seu amor a pessoa e ela não cuidar. E enquanto isso não acontecia ela se divertia sozinha.

  Era mês de agosto e aqui a história começa...

Luna narrando:

  _Filha pelo amor de Deus acorda!
  _Hã? - acordei assustada, minha sempre gritando.
  _Você ta atrasada pro trabalho, anda levanta.
  _Aí Deus! - levantei rápido e quase caí, meu mundo rodou e a cabeça explodiu de dor. Maldita ressaca.
  _Também né, chegou tarde e ainda bebeu todas. - ela botou a mão na cintura e me olhou brava.
  _Desculpa mãe, perdi o noção do tempo - fui me arrumando correndo - Aliás não era pra você estar trabalhando?
  _Era, mas esqueci uns papéis aqui e te encontrei dormindo. Luna você tem que tomar jeito minha filha.
  _É mas acabou e só tinha coca-cola - ri e pisquei pra ela.

  Nem tomei café e sai voando de casa, onde eu moro é num bairro simples e bem calmo de São Paulo, o que é um milagre. Fui pegar um táxi, é eu tenho carteira de motorista mas não tenho carro, mas também com essa miséria de salário. Ta eu gasto em 'bagunça' mas fazer o que né.
  Entrei no táxi e pedi pro cara voar pro meu trabalho, mas o trânsito não ajudava. Em fim cheguei no prédio da empresa.
  Peguei o elevador e fui até meu setor.

  _Atrasada né Luna? - lá vem o Carlos, ele trabalho como secretário.
  _Não enche. - falei séria.

  Corri pra sala da minha chefe. Bati na porta e abri, quando coloquei o rosto pra dentro da sala, Marta me olhou com uma cara de poucos amigos.

  _Oi dona Marta. - entrei sem jeito, tava sentindo que iria ferrar pro meu lado.
  _Achei que não viria Luna. - disse se levantando.
  _É eu... eu tive uns probleminhas e me atrasei. - omiti a verdade, ou menti?
  _Parece que está sempre com problemas, já é a terceira vez que se atrasa. E lembra do que eu disse?
  _Que no terceiro atraso eu seria demitida - engoli seco.
  _Então sabe né. Pois bem, acerte suas contas, porque aqui não trabalha mais. - disse brava.
  _Mas... mas eu preciso desse emprego. Dona Marta eu juro que isso nunca mais vai acontecer. - tentava de alguma forma fazê-la mudar de ideia.
  _Pensasse nisso antes, você sempre foi um tanto irresponsável com seus horários Luna. Tolerei seus atrasos por tempos e você mesmo assim continuou cometendo os erros. Não pode continuar assim Luna. Foi a gota d'água.

  Dizer mais o que? Eu sabia que estava errada, não podia teimar.

  _Tudo bem então. Com licença.
  _Mandarei seu acerto depois.
  _Ok.

  Sai da sala arrasada, droga! Até eu consegui outro estágio vai demorar. Bem vinda ao mundo dos desempregados Luna. Peguei minhas coisas do escritório e voltei pra casa totalmente pra baixo, como contaria pra casa minha mãe?
  Cheguei e tomei um café forte pra espantar a ressaca que ainda reinava. Coloquei um short e uma camiseta, prendi meu cabelo e fui limpar a casa já que não tinha nada pra se fazer.
  Assim que sentei no sofá meu celular tocou.

  _Merda! - pensei alto.

  Peguei o celular e atendi.

  _Alô.
  _Luna?
  _Renata é você menina? - Renata era uma amiga minha aqui de São Paulo, estudamos juntas por um tempo.
  _Sou eu sim, e aí ta afim de sair hoje? Faz tempo que a gente não sai juntas.
  _Ah não Renata, to sem cabeça pra isso. To com um problema. Vem cá pra casa pra gente conversar?
  _To indo amiga, até daqui a pouco.

  Desliguei e fui esperar Renata chegar, em meia hora ela chegou em casa, abracei ela forte. Sentamos no sofá e contei a ela que perdi o emprego.

  _Que barra hein amiga.
  _Pois é, pior é contar pra minha mãe. - suspirei. -Aí como eu queria ser assessora profissional.
  _Acho que posso te ajudar. - Renata bateu na cabeça parecendo se lembrar - Meu primo trabalha com esse negócio de assessoria e ele me disse que uma amiga dele também assessora está precisando de uma ajudante.
  _Sério? Mas como que é? - perguntei criando uma ponta de esperança.
  _Eu não sei bem, só sei que ela trabalha com um famoso. Olha vou ligar pro meu primo e pedir o número dela.
  _Isso, faz isso.

  Ela ligou para seu primo, enquanto conversava me pediu uma folha e caneta pra anotar o número.

  _Ta aqui - me mostrou o papel - O nome dela é Dagmar Alba.
  _Ta ok - aquele nome não me era estranho - Aí obrigada amiga.
  _De nada amor, agora preciso ir. Encontrar com um gato. - ela riu.
  _Humm danada.
  _Beijos.

  Assim que ela saiu, eu fui correndo ligar pra essa mulher.

CONTINUA...

 Acho que já sacaram o q vai acontecer... kkkk Beijitos

Amizade Colorida - 4


  Luna narrando:

  Eu estava meio pra baixo nesses últimos meses. Haviam dois motivos : A morte do meu pai, que apesar de já se fazerem 2 anos, ainda sentia muito a sua falta, depois daquele dia minha vida nunca mais foi a mesma. 
  E o segundo, é que eu vou embora de Campo Grande, vou me mudar para São Paulo a pedido de minha mãe, não queria, e nem quero, mas fazer o que né? Ficar aqui só vai aumentar mais a dor da perda do meu pai.
  To triste também porque ficarei longe de meus amigos, logo agora que fiz novas amizades. Mas em especial o Luan, meu melhor amigo, meu irmão. Nunca encontrei uma pessoa que combinasse tanto assim comigo, vou sentir falta desse guri.

  Mas esquecendo os problemas... To indo agora na escola, em pleno sábado, pode umas coisas dessa? É que na segunda-feira terá um festival de talentos, e quem não iria participar tinha que ajudar na decoração, não é obrigado, mas Luan me encheu pra eu ir ajuda-lo, ele vai cantar, aceitei né.
  Coloquei um short, um all star de cano médio, uma camiseta preta e pra completar um boné, virado pra trás é claro.


  Minha mãe me levou até a escola, era meio longe, despedi da minha e entrei na escola. Galera estava na quadra, agora que eu vi o tanto de gente talentosa na minha escola. Só eu que não sei nada, aliás sou tão inútil que nem sei pra que eu vim a esse mundo, oh vida (risos).
  Alguns decoravam a quadra, os outros ensaiavam. Quando cheguei Luan me viu e veio até mim.

  _Luninha - ele me abraçou e beijou meu rosto.
  _Ah não Luan, sem beijo, já falei - fiz cara de choro.
  _Por que? - ele riu.
  _Não gosto, minha bochecha fica tudo babada. - limpei o rosto rindo.
  _Aí que mentira, se fosse beijo na boca iria gostar né! - ele me olhou sapeca, Luan ta ficando danadinho de uns tempos pra cá.
  _Eu gosto de beijo, mas não o seu.
  _Mas nunca provou pra saber - fomos andando pro meio da quadra.
  _Nem quero, credo, seria como beijar meu irmão. - ele riu.
  _Marrenta.
  _Vai se ferrar Luan. - risos.

  Fui pra perto dos meus outros amigos que também decoravam, comecei a 'trabalhar', todo mundo tava bem animado, zoando, brincando. Luan se concentrava no violão e cantava, a vida dele estava mudando, mas pra melhor, começou uma rotina legal de shows, tudo corria bem, se continuar assim logo estará sendo reconhecido pelo Brasil inteiro.

  _E aí Luna não ta afim de mudar seu estado civil? - Mateus sempre com suas gracinhas.
  _Nem um pouco - falei sorrindo.
  _Difícil essa mulher - ele coçou a cabeça, e a galera riu.
  _É que a Luna quer ser independente - Larissa riu.
  _Nem é, mas prefiro ser sozinha e rodeada pelos amigos.
  _Mas e aí Luan?! Vai dizer que nunca tentou nada com a Luna? - Lá vem o Mateus, ele sempre desconfiava da minha amizade com Luan.
  _Não, que isso rapaz, a gente é só amigos - ele olhou pra mim.
  _Ah se fosse eu. - Disse Mateus.
  _É por isso que Luan é meu amigo, não é como você. - o pessoal começou a zoar Mateus, e a rir da tirada que dei nele.

  Já era a tarde e fomos pra casa, dessa vez fui a pé, mas com o Luan. No caminho a gente conversava bastante. Ele me contou das suas primeiras fãs, seu olhar tinha um brilho único.

  _Quando eu ser um cantor profissional você vai ser minha assessora. - ele me olhou e sorriu.
  _Vou ser sim, aliás é meu sonho. Sei lá é legal ficar atrás dos palcos cuidando das coisas dos famosos, correria e tal. Mas tem que ser de cantor, eu gosto dessa vida agitada.
  _Ainda vamos trabalhar juntos. - ele segurou minha mão e ergueu pra cima.
  _É nois cara.

[...]

  Já era segunda e não haveria aula por causa do festival de talento, só iria pra ver Luan mesmo, queria aproveitar meus últimos tempos com ele. Que saudade eu ia sentir desse guri.
  Cheguei na escola e fui pra arquibancada da quadra, lá num cantinho vi ele com os outros concorrentes, com um violão nas mãos todo fofo. Ele me viu e acenou, acenei também. Sussurrei um 'Boa Sorte', ele conseguiu ler os meus lábios e sorriu e também sussurrou um 'Obrigado'.

  As apresentações foram lindas, galera tem talento mesmo cara. Principalmente Luan, as meninas lógico adoravam, todas viviam atrás dele. Acho que eu era a única garota que não via nada além de amizade com o Luan.
  Quando terminou a diretora veio divulgar os 3 ganhadores. E adivinhem quem ficou com o primeiro lugar? Luan, é claro. Apesar de ser só um festival escolar, eu fiquei feliz e Luan mais ainda.

  _Parabéns Lu. - abracei ele no final.
  _Obrigado linda! - ele sorriu - Vamos lá pra casa aproveitar o resto do dia? Vou ficar sozinho mesmo.
  _Ta bom, bora!

  Fomos pra casa dele, também não tinha ninguém na minha casa, minha mãe tava trabalhando. Luan foi pro seu quarto guardar o violão e logo desceu.

  _Que tal um tereré? - disse indo pra cozinha.
  _Topo, aliás é a única coisa que sabe fazer. - ri.
  _Chata.

  Pegamos o tereré e fomos pra sala assistir Harry Potter, eu e Luan amamos, adoro também Senhor dos Anéis. Muito foda.

  _Vou sentir sua falta - Disse Luan. Estávamos deitados de barriga pra cima no chão, olhando o teto.
  _Eu também. Você foi a melhor pessoa que conheci. - disse ainda olhando pra cima.

  Ele pegou minha mão, olhei pra ele e Luan também me olhou.

  _Promete que nunca vai me esquecer. Que eu vou ser o seu único melhor amigo? - ri do seu ciúme.
  _Não prometo nada - brinquei.
  _Por favor Luna - ele fez uma carinha de bebe - Promete?
  _Prometo seu bobo.

  Ele deu um sorriso e me abraçou bem forte, me senti segura em seus braços, infelizmente seriam meus últimos abraços do meu amigo. Ficamos assim, abraçadinhos.

[...]

  Fim de novembro e lá estava eu e minha mãe no aeroporto nos despedindo de Marizete, Seu Amarildo, Bruna e Luan. Foi uma tristeza e muito choro entre Dona Marizete e Dona Paula.

  _Ei Bruninha cuida bem do teu irmão viu? - agachei na frente de Bruna e brinquei com ela.
  _Ta. - ela disse sorrindo com uma boneca na mão.
  _Linda - a abracei.

  Levantei e fiquei de frente a Luan, nos olhamos e por mais que fosse forte, não aguentei e chorei. Luan me abraçou tão forte que quase me tirou do chão.

  _Fica bem anjo. - me disse ainda me abraçando.
  _A gente se vê por aí, mantém contato, manda e-mail, liga, sms, sinal de fumaça - ri entre lágrimas - Mas não vamos nos afastar, mesmo longe a gente vai se manter ligado pelo coração.
  _Te adoro garota. Você é só minha viu? - ele colou sua testa na minha, rimos. Era meio estranho ficarmos assim.
  _O povo vai achar que a gente namora - ri e olhei em volta no aeroporto.
  _Até que não seria mal - ele me olhou nos olhos e foi se aproximando de mim.
  _Não - fiquei sem jeito e me soltei dele.
  _Desculpa - Luan ficou sem graça e me deu um último abraço de despedida.
  _Ta tudo bem. - sorri.

  Chamou nosso voo e me despedi mais uma vez. E mais choro, embarcamos e dei um adeus para minha cidade. Deixando para trás várias lembranças.

5 anos depois...


 CONTINUA...

  Agora sim as coisas vão ficar mais interessantes, mas Luna e Luan ainda vão demorar a ficar juntos, aguardem!

Amizade Colorida - 3


Narração:

  A amizade entre Luan e Luna era de causar inveja e também más comentários. Sempre existiam aqueles que desconfiavam de uma amizade entre um homem e uma mulher, apesar de eles ainda serem garotos. Mas mesmo assim causava certa desconfiança aos olhares das pessoas.
  Tudo ficou ainda mais forte com uma tragédia na família de Luna. A alguns meses os pais dela sofreram um acidente de carro gravíssimo, Márcio não resistiu e morreu no local do acidente, Paula foi levada para o hospital em estado grave.

  Luna que estava em casa com Luan recebeu um telefonema de um hospital, quando soube o que ocorreu com seus pais, seu mundo desabou. E Luan era sua única alicerce naquele momento, ela chorava e tremia, não acreditava não que havia acabado de ouvir.
  Os pais de Luan a levaram até o hospital onde sua mãe estava internada. Quando chegaram Luna não sabia nem o que fazer, só chorar. Tudo era muito forte para uma garota de apenas 13 anos, naquela sala branca e fria, aquela garotinha chorava e só sabia pedir a Deus que não lhe retirasse também sua mãe.

  _Fica calma meu anjo, eu to aqui. - Luan a abraçava a afagava seus cabelos.
  _Eu to com medo Luan - ela chorava de soluçar.

  Ele a abraçou mais forte ainda. O tempo passava e nada de notícias. Foi quando o médico chegou anos sala.

  _E então doutor? - Amarildo fez a pergunta por todos.
  _O estado dela é estável, mas fora de perigo - um alívio percorreu o coração de Luna.

  O médico tirou mais algumas dúvidas deles e logo se retirou. Paula ainda estava desacordada, Luan o tempo todo ficava com Luna, a protegendo e passando todo seu carinho pra amiga. Era notável a ternura entre os dois.
  Os dias haviam se passado e Paula já estava se recuperando bem, todos os dias Luna ia  ao hospital, sempre acompanhada pela família de Luan. Apesar que Paula sobreviveu, ainda existia um vazio ali, a falta de Márcio, foi uma infelicidade. Luna sentia falta do pai, afinal ele sempre foi um paizão, como o chamava. Sem falar no coração de Paula.

  Era numa quinta-feira, visita a Paula. Luna desta vez foi com seu amigo.

  _Oi mãe! - Luna disse entrando no quarto.
  _Oi meu anjo, vem me dar um abraço. - As duas se abraçaram forte e Luan entrou no quarto logo em seguida.
  _Oi dona Paula. - disse Luan acanhado.
  _Luan Rafael! Vem me dar um abraço querido - Paula o considerava como segundo filho.
  _Tudo bom com a senhora? - Luan ficou de um lado da cama e Luna do outro.
  _Estou indo - riu de lado - E você amor, como está?
  _To bem mãe - respondeu Luna - Luan tem cuidado de mim.
  _Tenho que cuidar dessa mocinha né?! - risos.
  _Luan meu filho - Paula se ajeitou na cama e segurou na mão de cada um - Você tem cuidado muito bem da minha filha, queria te agradecer por tudo. É o melhor amigo que Luna poderia ter conseguido. Sua família também tem sido uns amores.
  _Imagina, foi o mínimo que poderíamos fazer. E eu prometo pra senhora que vou cuidar sempre da Luna. Nunca vou abandona-lá - Luna e Luan se olharam.

  Paula sorriu já prevendo o futuro.

  2 anos depois...

  Dois anos já haviam se passado, Luan já com 16 anos começava a investir mais no seu sonho de cantar. Surgiu os primeiros showzinhos, apesar de serem poucos já faziam o sonho do jovem criar asas.
  Já Luna, com 15, ainda recuperava a perda do pai. Mas conseguia segurar as emoções, agora era só ela e sua mãe. Ela ainda era a mesma moleca, só que mais aventureira. Havia feito novos amigos e com eles começou a curtir a vida, saía pra festas de amigos, cinema, churrasco, ou até mesmo as festinhas de escola. Principalmente naquelas rodinhas de viola com seu amigo, o Luan é claro.
 Esses dois não desgrudavam, isso que era amizade.

  Era o terceiro bimestre escolar, todos ansiosos para o fim do ano, só restava o quarto bimestre. Mas Luna não estava tão animada, porque assim que terminasse as aulas ela iria embora com a mãe, iriam para São Paulo.

  _Sério que vai se mudar? - Luan perguntou tristonho na hora do recreio.
  _É, minha mãe vai se mudar pra lá, disse que vai ficar mais perto da minha tia. - ficaram em silêncio por um tempo mostrando toda sua tristeza.
  _Mas chega de tristeza - ela pulou rindo - E aí vai ou não vai?
  _Hã? Vai o que? - Luan a olhou sem entender.
  _To falando de você e a Julia. Ela ta super a fim de você. - Luna sempre querendo saber das 'peguetes' do Luan.
  _Ah sim - ele sorriu tímido - A gente ficou algumas vezes e quem sabe né?
  _Hum, danado. Ta namorando - risos.
  _Ainda não. Mas e você? Não namora não?
  _Não, prefiro ficar sozinha.
  _Quando você se apaixonar vai dar mais valor ao amor.
  _O problema é não darem valor ao meu amor. Prefiro sozinha do que mal acompanhada. - ela riu se exibindo.
  _Metida.

  Os dois riram e Luna abraçou Luan, passando o braço sobre seu pescoço.





CONTINUA...

  Por enquanto ta fraco, mas logo vai desenvolver a história. Galera quem tiver twitter coloca no comentário, pra quando eu postar um novo capítulo, aviso vcs, ok?! BEIJOS!

Amizade Colorida - 2



  Quando voltamos pra casa já se passava das seis da tarde, todo mundo sujo cheirando a peixe. Que tenso. Luan quase dormiu no meu ombro no carro, chegamos em frente a nossas casas.

  _Foi muito bom. - apertei a mão de Luan.
  _Bom demais da conta rapaz. - ele riu.
  _Não esquece da lição de história.
  _Por que você não faz? - ele cruzou os braços.
  _Porque meu melhor amigo é o nerd da sala, então vai ter que me ajudar. - sorri sapeca.
  _Ajudar ou te passar a cola? - colocou o braço sobre meu ombro e me olhou sabichão.
  _Você entendeu né. - risos.

  Entrei pra minha casa e Luan pra dele, corri pro banheiro e tomei um banho pra tirar toda aquela sujeira. Mais a noite Luan me trouxe a lição de história. Vou ficar devendo ele.
  Passei a noite fazendo aquele punhado de exercícios, essa professora queria ferrar a gente, só pode. Acho que só passei de ano por causa do Luan. Valeu moleque!

[...]

  Meu despertador tocou, ai não creio que já é segunda-feira. Levantei igual um zumbi e fui no banheiro, fiz as higienes e coloquei  minha farda, ou uniforme, assim seja. Uma calça jeans e amarrei meu cabelo de coque. Nem passei nada de maquiagem, tava com preguiça.
  Fui pra cozinha e tomei café, meu pai já já sairia pro trabalho, peguei minha mochila e despedi dos meus pais e fui para o ponto de ônibus.

  _Chegou cedo. - Luan chegou até mim e se sentou ali no chão comigo.
  _Pois é. Odeio escola, mas fazer o que né. - sorri de lado.

  Em poucos minutos nosso ônibus escolar chegou, subimos e sentamos no último banco. Luan era mais popular com a galega, já eu ficava na minha.
  Chegamos na escola e eu já fui pra sala, me sentei no fundão como sempre. Luan ficou lá fora conversando com outros amigos. Luciano um amigo nosso, veio até mim.

  _E ai Luna, tudo certo? - sentou na cadeira de frente a mim.
  _Tudo sim cara, o que manda?
  _Hoje a gente sai mais cedo, que tal umas músicas pra animar na hora da saída? - sabia onde ele queria chegar.
  _Não trouxe meu violão viu? - sorri.
  _Eu trouxe o meu, eu e o Luan canta e você toca. Vai ser legal.
  _Firmeza então. - demos um toque de mão.

  Tocou o sinal e cada um sentou em seu lugar. Mandei um bilhete pra Luan falando sobre a hora da saída, ele aceitou na hora. Ele adorava cantar. Sua voz não deixava a desejar, acredito que um dia ele ainda seja um grade cantor, igual o Zezé, como ele dizia.
  As aulas se passaram arrastando, mas logo bateu o sinal da última aula, pelo menos hoje saímos mais cedo.

  _Bora galera? - Luciano chamou.

  Nos sentamos no meio fio da rua, Luciano me deu seu violão e dei uma afinada. Tudo certo, os dois começaram a cantar Telefone Mudo, eu os acompanhei nas notas musicais. Luciano também cantava muito bem.
  O pessoal da escola passava e comentava, alguns até gostavam, outros caçoavam. Mas sempre tinham aqueles que apelavam, uns moleques passavam e jogavam restos de comidas e moedas, nos chamavam de mendigos. Riam da nossa cara, nos tirava a paz. O semblante de Luan ficou bem triste, não viu a hora que o ônibus chegou.

  _Aqui cara. - entreguei o violão pro Luciano e subi no ônibus.

  Sentei ao lado dele que estava em silêncio, fomos assim pra casa. Quando descemos, segui ele e o parei no portão da sua casa.

  _Luan espera! - o chamei.
  _Fala. - ele se virou pra mim sério.
  _Não fica assim cara, não liga pra o que dizem. - tentei anima-lo.
  _É difícil sabia? Eu vivo sonhando com uma coisa que talvez seja só ilusão. Eu amo cantar, mas será que é esse o meu futuro? - se sentou na calçada, me sentei ao seu lado.
  _Talvez seja, como você mesmo disse, é talvez. Sem certeza. Você ainda vai conquistar esse país, um grande cantor e eu - coloquei a mão sobre seu ombro - Serei sua assessora de imprensa. Pode apostar.
  _Só você mesma pra me animar - ele sorriu e eu retribui o sorriso - Você é uma amigona.

  Ele me abraçou forte me dando um beijo no rosto. Me soltei dele e limpei o rosto.

  _Ai que nojo - falei rindo fazendo careta - Sem beijo por favor.
  _Ah marrenta - risos.


  CONTINUA...

  Vai ter uma passagem de tempo no próximo capítulo. Espero que estejam gostando. Beijos!

Amizade Colorida ( 1 )





_LUNAAAA! -Ouvi a voz de um moleque vindo do corredor da minha casa que dava pros quartos.Era um sábado e eu pretendia dormir o dia todo, isso pretendia, porque lá veio aquela peste que eu tanto adorava me atormentar. Eu estava com tanto sono que relutei a abrir os olhos._Luna muié, acorda. - Ele foi logo abrindo a porta do meu quarto e pulando na minha cama._Cai fora Luan Rafael - falei com o travesseiro na cabeça.
_Vai Luninha, hoje a gente vai pescar, bora - Luan puxou meu edredom.
_Hoje é sábado e são... - me sentei na cama - 9:30 da manhã, super de madrugada.
_Você dorme demais cara - ele riu da minha cara toda amassada - Vem levanta, se arruma e bora pescar pirralha.
_Pirralha é teu nariz pra não falar palavrão, você só tem 14 e eu 13, grade diferença né? - disse irônica.
_É pirralha sim - Luan adorava me atormentar.
_É mas eu... - me levantei ficando de frente a ele - Sou mais alta que você.
_Chata - ele me mostrou a língua.
_Vai deixa eu trocar de roupa.

Coloquei Luan pra fora do meu quarto. Esse? É meu vizinho e melhor amigo aqui em Campo Grande, é somos daqui. Estudamos juntos, nos conhecemos com 8 anos, nossos pais trabalham juntos no banco e nossas mães são comadres, Luan tem uma irmã, a Bruninha, os dois brigam mas se amam.
Entrei no banheiro e tomei um banho rápido, sai e troquei de roupa. Arrumei umas coisas pra passar o dia num sítio que íamos para pescar, e eu e Luan somos bons nisso. Sai do quarto e fui até a sala, meu pai Márcio conversava com Amarildo, pai de Luan. Marizete e minha mãe Paula, também colocavam o papo em dia.

_To pronta galera. - disse e logo veio Luan me tirar.
_Nem parece. - risos
_Mané - bagunçei seu cabelo - Cadê a Bruna?
_Ta na casa de uma amiga. - respondeu Marizete.
_Então vamos - chamou meu pai.

Iria eu, Luan, meu pai e seu Amarildo. Eu sempre ia pra essas aventuras no meio do mato, não tinha medo. Na verdade eu parecia um garoto, na escola me zoavam me chamando de Maria-Macho por eu vestir umas calças largas, camisetas gigantes, até boné, sempre com um all star surrado. Mas eu não ligava, a opinião do povo era o que menos me interessava. Um foda-se pra eles.

Entramos no carro e fomos, não era muito longe da cidade, seria rápida a viagem, durante o percurso eu e Luan cantávamos uns modão. Eu não tinha a voz linda dele, mas sabia tocar violão, então a gente mandava ver.

Já era meio dia e estávamos numa casinha ali do sítio, pescamos bons peixes. Meu pai sabia cozinhar, então fez o almoço, comi até falar chega, comia muito, mas não engordava, incrível.

_Seu pai cozinha bem pra caramba hein rapaz. - Luan disse se acomodando na cadeira depois de matar a fome.
_Demais, quem disse que homem não sabe cozinhar, é porque não viu meu pai.
_Eu não sei fazer nada, só pipoca e ovo frito.
_Você não sabe nada Luan, só sabe xavecar as meninas da escola. - disse rindo.
_Engraçadinha, mas é de mim que você cola na prova de história né.
_Nossa é mesmo, fez a lição de história? - falei botando a mão na cabeça me recordando.
_A muito tempo - disse debochado.
_Hum nerd, chegar lá em casa você vai me emprestar.
_Me obrigue - Ele me desafiou.
_Vou te afogar no rio então.
_Ow falando nisso, vamos nadar um pouco?
_Bora.

Peguei minha roupa de banho e Luan também, lá fomos por uma trilha que dava até um riacho ali perto. No caminho conversávamos sobre várias coisas, somos amigos então se falava de qualquer coisa, até futebol. Acho que nossa única contrariedade era o time. Eu torço pro São Paulo e ele Corinthians, que lastima.
Não tínhamos segredos um pro outro, gostava de ter Luan como amigo, ele é companheiro e muito carinhoso, sem falar que ele não tem nada nas mãos. Humildade era seu sobrenome, ele não media forças para ajudar alguém. Admiro muito isso nele.

_Quem chegar por último é a mulher do padre! - gritei e sai correndo pro riacho que já estava a poucos metros.
_Assim não vale!

Luan saiu correndo também, ele começou a se aproximar, então apressei mais, e cheguei primeiro. Eu sempre ganhava dele na corrida.

_Mulher do padre! Mulher do padre! - zombava dele na beira da água.
_Você me paga.

Luan rapidamente me pegou e jogou por cima dos ombros, me levando pra dentro da água.

_Me solta! - gritava.

Ele me jogou com tudo na água e ria de mim, não deixei passar puxei ele também pra debaixo da água. Passou o dia naquilo, brincadeira de criança que terminou com uma bronca dos pais por demorar pra voltar pra casa.

CONTINUA...

Era pra eu ter postado ontem, mas passei muito mal. Mas tai! Muita coisa ainda vai acontecer, a história começa com Luan e Luna ainda adolescentes.
_Vai Luninha, hoje a gente vai pescar, bora - Luan puxou meu edredom._Hoje é sábado e são... - me sentei na cama - 9:30 da manhã, super de madrugada._Você dorme demais cara - ele riu da minha cara toda amassada - Vem levanta, se arruma e bora pescar pirralha._Pirralha é teu nariz pra não falar palavrão, você só tem 14 e eu 13, grade diferença né? - disse irônica._É pirralha sim - Luan adorava me atormentar._É mas eu... - me levantei ficando de frente a ele - Sou mais alta que você._Chata - ele me mostrou a língua._Vai deixa eu trocar de roupa.
Coloquei Luan pra fora do meu quarto. Esse? É meu vizinho e melhor amigo aqui em Campo Grande, é somos daqui. Estudamos juntos, nos conhecemos com 8 anos, nossos pais trabalham juntos no banco e nossas mães são comadres, Luan tem uma irmã, a Bruninha, os dois brigam mas se amam.Entrei no banheiro e tomei um banho rápido, sai e troquei de roupa. Arrumei umas coisas pra passar o dia num sítio que íamos para pescar, e eu e Luan somos bons nisso. Sai do quarto e fui até a sala, meu pai Márcio conversava com Amarildo, pai de Luan. Marizete e minha mãe Paula, também colocavam o papo em dia.
_To pronta galera. - disse e logo veio Luan me tirar._Nem parece. - risos_Mané - bagunçei seu cabelo - Cadê a Bruna?_Ta na casa de uma amiga. - respondeu Marizete._Então vamos - chamou meu pai.
Iria eu, Luan, meu pai e seu Amarildo. Eu sempre ia pra essas aventuras no meio do mato, não tinha medo. Na verdade eu parecia um garoto, na escola me zoavam me chamando de Maria-Macho por eu vestir umas calças largas, camisetas gigantes, até boné, sempre com um all star surrado. Mas eu não ligava, a opinião do povo era o que menos me interessava. Um foda-se pra eles.
Entramos no carro e fomos, não era muito longe da cidade, seria rápida a viagem, durante o percurso eu e Luan cantávamos uns modão. Eu não tinha a voz linda dele, mas sabia tocar violão, então a gente mandava ver.
Já era meio dia e estávamos numa casinha ali do sítio, pescamos bons peixes. Meu pai sabia cozinhar, então fez o almoço, comi até falar chega, comia muito, mas não engordava, incrível.
_Seu pai cozinha bem pra caramba hein rapaz. - Luan disse se acomodando na cadeira depois de matar a fome._Demais, quem disse que homem não sabe cozinhar, é porque não viu meu pai._Eu não sei fazer nada, só pipoca e ovo frito._Você não sabe nada Luan, só sabe xavecar as meninas da escola. - disse rindo._Engraçadinha, mas é de mim que você cola na prova de história né._Nossa é mesmo, fez a lição de história? - falei botando a mão na cabeça me recordando._A muito tempo - disse debochado._Hum nerd, chegar lá em casa você vai me emprestar._Me obrigue - Ele me desafiou._Vou te afogar no rio então._Ow falando nisso, vamos nadar um pouco?_Bora.
Peguei minha roupa de banho e Luan também, lá fomos por uma trilha que dava até um riacho ali perto. No caminho conversávamos sobre várias coisas, somos amigos então se falava de qualquer coisa, até futebol. Acho que nossa única contrariedade era o time. Eu torço pro São Paulo e ele Corinthians, que lastima.Não tínhamos segredos um pro outro, gostava de ter Luan como amigo, ele é companheiro e muito carinhoso, sem falar que ele não tem nada nas mãos. Humildade era seu sobrenome, ele não media forças para ajudar alguém. Admiro muito isso nele.
_Quem chegar por último é a mulher do padre! - gritei e sai correndo pro riacho que já estava a poucos metros._Assim não vale!
Luan saiu correndo também, ele começou a se aproximar, então apressei mais, e cheguei primeiro. Eu sempre ganhava dele na corrida.
_Mulher do padre! Mulher do padre! - zombava dele na beira da água._Você me paga.
Luan rapidamente me pegou e jogou por cima dos ombros, me levando pra dentro da água.
_Me solta! - gritava.
Ele me jogou com tudo na água e ria de mim, não deixei passar puxei ele também pra debaixo da água. Passou o dia naquilo, brincadeira de criança que terminou com uma bronca dos pais por demorar pra voltar pra casa.
CONTINUA...
Era pra eu ter postado ontem, mas passei muito mal. Mas tai! Muita coisa ainda vai acontecer, a história começa com Luan e Luna ainda adolescentes._Vai Luninha, hoje a gente vai pescar, bora - Luan puxou meu edredom._Hoje é sábado e são... - me sentei na cama - 9:30 da manhã, super de madrugada._Você dorme demais cara - ele riu da minha cara toda amassada - Vem levanta, se arruma e bora pescar pirralha._Pirralha é teu nariz pra não falar palavrão, você só tem 14 e eu 13, grade diferença né? - disse irônica._É pirralha sim - Luan adorava me atormentar._É mas eu... - me levantei ficando de frente a ele - Sou mais alta que você._Chata - ele me mostrou a língua._Vai deixa eu trocar de roupa.Coloquei Luan pra fora do meu quarto. Esse? É meu vizinho e melhor amigo aqui em Campo Grande, é somos daqui. Estudamos juntos, nos conhecemos com 8 anos, nossos pais trabalham juntos no banco e nossas mães são comadres, Luan tem uma irmã, a Bruninha, os dois brigam mas se amam.Entrei no banheiro e tomei um banho rápido, sai e troquei de roupa. Arrumei umas coisas pra passar o dia num sítio que íamos para pescar, e eu e Luan somos bons nisso. Sai do quarto e fui até a sala, meu pai Márcio conversava com Amarildo, pai de Luan. Marizete e minha mãe Paula, também colocavam o papo em dia._To pronta galera. - disse e logo veio Luan me tirar._Nem parece. - risos_Mané - bagunçei seu cabelo - Cadê a Bruna?_Ta na casa de uma amiga. - respondeu Marizete._Então vamos - chamou meu pai.Iria eu, Luan, meu pai e seu Amarildo. Eu sempre ia pra essas aventuras no meio do mato, não tinha medo. Na verdade eu parecia um garoto, na escola me zoavam me chamando de Maria-Macho por eu vestir umas calças largas, camisetas gigantes, até boné, sempre com um all star surrado. Mas eu não ligava, a opinião do povo era o que menos me interessava. Um foda-se pra eles.Entramos no carro e fomos, não era muito longe da cidade, seria rápida a viagem, durante o percurso eu e Luan cantávamos uns modão. Eu não tinha a voz linda dele, mas sabia tocar violão, então a gente mandava ver.Já era meio dia e estávamos numa casinha ali do sítio, pescamos bons peixes. Meu pai sabia cozinhar, então fez o almoço, comi até falar chega, comia muito, mas não engordava, incrível._Seu pai cozinha bem pra caramba hein rapaz. - Luan disse se acomodando na cadeira depois de matar a fome._Demais, quem disse que homem não sabe cozinhar, é porque não viu meu pai._Eu não sei fazer nada, só pipoca e ovo frito._Você não sabe nada Luan, só sabe xavecar as meninas da escola. - disse rindo._Engraçadinha, mas é de mim que você cola na prova de história né._Nossa é mesmo, fez a lição de história? - falei botando a mão na cabeça me recordando._A muito tempo - disse debochado._Hum nerd, chegar lá em casa você vai me emprestar._Me obrigue - Ele me desafiou._Vou te afogar no rio então._Ow falando nisso, vamos nadar um pouco?_Bora.Peguei minha roupa de banho e Luan também, lá fomos por uma trilha que dava até um riacho ali perto. No caminho conversávamos sobre várias coisas, somos amigos então se falava de qualquer coisa, até futebol. Acho que nossa única contrariedade era o time. Eu torço pro São Paulo e ele Corinthians, que lastima.Não tínhamos segredos um pro outro, gostava de ter Luan como amigo, ele é companheiro e muito carinhoso, sem falar que ele não tem nada nas mãos. Humildade era seu sobrenome, ele não media forças para ajudar alguém. Admiro muito isso nele._Quem chegar por último é a mulher do padre! - gritei e sai correndo pro riacho que já estava a poucos metros._Assim não vale!Luan saiu correndo também, ele começou a se aproximar, então apressei mais, e cheguei primeiro. Eu sempre ganhava dele na corrida._Mulher do padre! Mulher do padre! - zombava dele na beira da água._Você me paga.Luan rapidamente me pegou e jogou por cima dos ombros, me levando pra dentro da água._Me solta! - gritava.Ele me jogou com tudo na água e ria de mim, não deixei passar puxei ele também pra debaixo da água. Passou o dia naquilo, brincadeira de criança que terminou com uma bronca dos pais por demorar pra voltar pra casa.CONTINUA...Era pra eu ter postado ontem, mas passei muito mal. Mas tai! Muita coisa ainda vai acontecer, a história começa com Luan e Luna ainda adolescentes.

AVISO

Oi minhas leitoras, como eu já avia dito no facebook que eu não vou mais postar historia lá vou começar a postar aqui certo? Tamos na Historia AMIZADE COLORIA não é de minha autoria, mais eu mudo bastante coisa!  espero que vocês continuem me acompanhando um Grande beijo & seja bem vindas ao meu blog :* 

segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

Aviso para as Leitoras

Olá queridas Leitoras tudo bem? então a partir de hoje vocês vão me acompanhar aqui pelo blog certo?