sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

Amizade Colorida - 35


  Eu e minha mãe arrumamos as coisas para ir a Londrina, Luan posou aqui em casa. O coitado dormiu na sala de novo, mas quem sofreu fui eu, por causa do corpo dolorida é meio difícil pra se mexer na cama, dormi a noite toda numa posição só.
  Vamos embarcar para a pequena Londres daqui a pouco, vamos no bicuço do Luan, ele insistiu pra que eu levasse mais roupas, não entendi porque já que serão só dois dias na casa dele, mas mesmo assim levei uma mala maior.
  E lá fomos nós, no jatinho minha mãe conversou bastante com Luan, eu observava os dois e sorria, nuca vi uma sogra se dar tão bem com o genro, se bem que pensando melhor eu e Luan não estamos namorando. Verdade! Esqueci geral, ainda estamos naquela de "amizade colorida" (risos). Mas não me importo, com tanto que ele esteja sempre do meu lado, namorando ou não, pra mim já basta.
  Chegamos em Londrina e Well nos esperava no aeroporto, dali seguimos para casa dele. Entramos no condomínio e Tia Marizete já nos esperava na porta, Luan me ajudou a descer do carro, olhei ela que abriu os braços pra mim.
  _Ai minha querida, que susto você nos deu - Marizete me abraçou forte.
  _Pois é, mas deu certo. Tudo bom com a senhora?
  _Tudo sim, vem vamos entrar, todos já te esperam.
  _Vish, me esperando? - ri olhando para Luan.
  _Opa, hoje é o seu dia - Luan me deu um beijo na testa.
  Entramos e já de cara na sala vi toda a banda e a equipe me esperando, todos bateram palmas pra mim e gritaram "Seja bem vinda de volta Luna" eu chorei demais.
  Abracei cada um, nossa que saudade dos meus amigos, saudade de sorrir, saudade de brincar, saudade de tudo e de todos. Quando vi Bruna abracei aquela menina tão forte que quase ficamos sem ar, eu fiquei um mês longe deles mas parecia tantos anos, uma saudade que não passa. Amo demais essa galera, sem eles eu não sou nada.
  Nunca me senti tão amada e querida antes, nenhum ali era meus parentes de sangue, mas é minha família, porque esse amor vai além de laços sanguíneos.
  _E como ta você? - perguntou Bruna quando sentamos perto da piscina onde rolava o churrasco.
  _Tirando as dores e a muleta - levantei a mesma rindo - To ótima.
  _Você ainda continua linda.
  _Linda? Que nada. Emagraci bastante, to pálida e com uns roxos pelo corpo. To estranha ainda.
  _Luan não acha isso - ela sorriu.
  _Seu irmão é um anjo na minha vida, antes não via nada além de amizade, sempre fomos quase irmãos, mas depois - olhei pra água da piscina lembrando de tudo que passamos juntos - Me vi completamente apaixonada, parece que tudo o que to vivendo é um sonho.
  _Não é um sonho, é real e ele te ama tanto quanto você. Só Deus sabe o que ele passou, minha mãe sempre oferecia colo pra ele, só ela mesmo pra conforta-lo.
  _Não queria que ele passasse por isso - fiquei triste por saber que ele sofreu também.
  _Não foi sua culpa Luna, você se amam. E o que importa é que você ta aqui - ela passou o braço sobre meus ombros.
  _Obrigada - sorri e depois deu um clique na minha cabeça - Cadê o Luan?
  _Vish é mesmo, ele disse que iria sair e logo voltava, mas já faz um tempinho.
  _Estranho - ergui uma sobrancelha.
  _Daqui a pouco ele ta aí.
  Uns minutos depois Tia Marizete nos chamou para almoçar, colocaram uma mesa grande na varanda que reuniu todos, me sentei ao lado da minha mãe e de Bruna, o almoço estava divino mas fiquei preocupada com o sumiço do Luan. Onde esse menino se meteu?
  Já era final do almoço e quando a gente se preparava pra levantar da mesa, ouvi o barulho de porta bater. Era ele.
  Luan chegou na varanda com um sorriso no rosto lindo, ele vestia uma calça jeans escura e uma camiseta branca com um boné de lado, havia trocado de roupa. Na sua mão havia uma caixinha com um laço vermelho.
  _Oi gente - ele disse tímido passando a mão no cabelo da nuca.
  _Um minuto de silêncio galera, que o Luan vai falar - disse Rober rindo batendo no copo chamando a atenção de todos.
  _Valeu testa! - risos - Eu to aqui porque... é que... to nervoso - Luan gaguejava olhando pra mim e todos riram.
  _Já sei é pra Luna! - Bruna zuou também fazendo todos rirem mais ainda.
  _Vai amor - o encorajei e todos fizeram um "own".
  _Luna, a algum tempo já - Luan começou agora mais confiante olhando dentro dos meus olhos - A gente ta junto, e descobrimos um amor forte, jamais sentido antes. Passamos por um perrengue juntos, mas aquele cara lá de cima nos ajudou e não deixou que eu perdesse a muié mais incrível que já conheci - um sorriso brotou em meus lábios - Não deu tempo de oficializar o nosso relacionamento, por isso to aqui pra fazer um pedido.
  Luan me pediu pra levantar, me apoiei na muleta e fiquei de pé, ele segurou uma das minhas mãos e se ajoelhou a minha frente. Meu coração disparou.
  _Eu quero terminar com essa amizade colorida que você falou, o que sinto por você vai muito além do que ficar, ou gostar. Eu amo você Luna, e quero pedir. Aceita namorar comigo? - meus olhos já estavam molhados e minhas pernas bambas.
  _Aceita! Aceita! Aceita! - o pessoal gritava batendo palma.
  _É claro que eu aceito Lu - disse por fim o puxando e lhe dando um beijo suave. Ouvi gritos, assovios e palmas.
  _Eu te amo, te amo - dizia entre o beijo.
  _Eu também,eu te amo muito meu amor.
  Nos abraçamos forte, ele me soltou e me mostrou a caixinha.
  _Por isso que eu demorei a chegar, tava montando - me entregou ela.
  Peguei a caixinha e desfiz o laço, abri e lá dentro havia um álbum de fotos, abri e foliei. No começo havia fotos nossas ainda crianças, momentos que nem lembrava, nós dois fazendo careta e rindo. E depois vinha nossas fotos já adolescentes, mais bagunça como antes, em uma eu estava pulando em suas costas, dois bobos.
  E por fim a gente já adultos na equipe, e percebi já no nosso olhar que acontecia algo, um brilho diferente e sorrisos perfeitos. Até chegar numa foto que estava eu com o boné do Luan fazendo bico e ele beijando meu rosto, muito fofo, lembro desse dia, foi na chácara dele. Havia mais espaços a serem preenchidos no álbum, estava vazio, sem fotos.
  Foi quando olhei uma frase num dos espaços, passei os olhos e li em voz alta.
  _Até aqui eu contei a nossa história, desde o começo de tudo, mas agora quero que você me ajude a termina-la. Começou numa amizade e agora é amor.
  Quando terminei de ler percebi que todos estavam emocionados, principalmente minha mãe, olhei para Luan com os olhos marejados e ele segurou meu rosto me dando um leve selinho.
  _Quero completar esse álbum com mais fotos nossas, do nosso namoro, casamento e nossos filhos - sorri toda boba com essa declaração.
  _Você é perfeito! Não sei o que seria da minha vida sem você.
  _Seria um tédio - riu debochado.
  _Relaxado - risos.
  Sentamos novamente a mesa e ficamos conversando com todos, todo mundo feliz, parecia até que Luan tinha me pedido em casamento (risos). Ele não desgrudou de mim, passamos o dia grudadinhos, já era a noite e todos já tinham ido embora, ficou só a família do Luan, eu e minha mãe.
  Como tava cansada me recolhi cedo, Luan me pediu pra dormir com ele então aceitei. Tomei um banho quente e coloquei um pijama fresquinho, logo depois foi o Luan.
  Me deitei na cama e esperei ele, logo ele apareceu na porta do banheiro de cueca e camiseta, olhei ele e sorri, ele também sorriu tombando a cabeça pro lado. Vou morder, posso?
  Pulou na cama me abraçando de lado, tava cheiroso.
  _Obrigado por hoje - disse deitando sobre seu peito.
  _Eu que agradeço por você existir.
  _Ai que perfeição - risos - Você me faz a mulher mais feliz desse mundo, o melhor dia da minha vida foi quando você entrou nela, e não quero que você saia jamais.
  _Nunca, nem você da minha - ficamos em silêncio, mas logo cortou - Amanhã vamos viajar.
  _Viajar? Pra onde? - olhei pra ele.
  _Vamos pro nordeste, uma praia deserta do Ceará, perto de Fortaleza, aluguei uma casa de praia pra gente lá.
  _Sério? - sorri largo - Ai que maravilha Lu, a gente vai amanhã?
  _Aham, por isso vamos descansar que amanhã estamos lá longe. Vamos passar o resto da semana juntos.
  _Você é um fofo, por isso me pediu mais peças de roupa. Mas e minha mãe? Sabe?
  _Foi ela que me ajudou - riu sem vergonha.
  _É tudo uma corja isso daqui - me fingi de brava - Seu sem vergonha.
  _Eu sei que sou gostoso - fez beiço.
  _Coisa gostosa, vou te morder - mordi a bochecha dele.
  _Pode morder, eu deixo - riu safado beijando meu pescoço.
  _Safado - bati em seu ombro.
  _Amor da minha vida.
  Rimos e ele me encheu de beijo, fiz cócegas nele e vice versa. Tudo parece ser mesmo um sonho, ele é um príncipe, um anjo, tudo em forma de homem.
   Aquele sorriso dele, a risada gostosa que tira minhas dores. Aquele abraço quente e protetor que só ele tem. Aquele olhar com um brilho diferente. Aquele seu jeito de mexer as mãozinhas quando conta alguma coisa. Ah são tantas coisas que poderia dizer sobre ele, mas levaria anos para contar tudo e o resto da vida até descobrir mais coisas. Ele é único.
CONTINUA...

  Ai foi muito fofo né cara, eu amei e vocês? Próximo vai estar top tbm, super romântico. Bj pra todas

quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

Amizade Colorida - 34


  Ouvi a voz do Luan e virei o rosto pra porta e o vi parado com um olhar sério, fiquei com medo do que viria pela frente.
  _Oi Luan - respondi, Vitor ainda me segurava.
  _Por que não me esperou? - ele mantinha a seriedade.
  _É que - Vitor me interrompeu me colocando sentada de volta na cama.
  _E por que você não chegou antes? Ninguém é obrigado a te esperar - Os dois se encararam, estremeci.
  _Não to falando com você - Luan rebateu - Agora da licença que eu quero falar com a minha namorada.
  _Namorada? - ele deu um riso irônico, eu só observava tudo não sabia o que fazer - Vocês nem tem nada sério, e que tipo de "namorado" - fez aspas com a mão-  é você que não acompanha a Luna na sua recuperação? Não fica do lado dela, ta sempre ausente.
  _Você não sabe nada cara - Luan alterou a voz partindo pra cima de Vitor, mas Ana impediu o pior.
  _Ei você dois! Isso aqui é hospital e não um ringue, parem já! - se pôs entre os dois - Olhem o estado da Luna, isso não é bom pra ela. Então saiam os dois.
  _Deixa o Luan ficar Ana - pedi olhando pra ele.
  _Ok, vem Vitor.
  Vitor saiu contrariado junto com ela, eu e Luan ficamos em silêncio no quarto.
  _Senta aqui - bati na cama.
  _Olha, me desculpa, eu queria ter chegado mais cedo mas eu tive... - coloquei o dedo sobre sua boca.
  _Imprevistos, eu sei. Trabalho com você, esqueceu? - sorri - Você não teve culpa, não liga pro que o Vitor disse, ele é só meu amigo, quer me proteger.
  _Ele te ama também - Ele suspirou tristonho.
  _Lu para de ciúmes.
  _Não, não é ciúmes. É que ele tem razão.
  _Como assim? - perguntei.
  _Olha só ele, o Vitor sempre do teu lado, te acompanhando, vendo sua recuperação e eu longe, não to reclamando, porque eu amo o que eu faço, estar com meus fãs, minha equipe. Mas tem momentos que eu queria estar aqui com você, te olhando sempre, cuidando de você. Eu... eu tenho medo de te perder.
  _Luan para de bobeira - o abracei forte - É você que amo, que eu vivo. Você é o cara da minha vida, não liga pro que o Vitor disse, seu lugar é lá, cuidando das suas negas. E você me acompanha sim - me soltei o olhando - É só ver o número de ligações no meu celular.
  _É verdade - risos - Eu te amo tanto que não suportaria te perder - segurou meu rosto olhando nos meus olhos.
  _Você não vai me perder, eu sou sua pra sempre.
  Luan chegou próximo a minha boca, e lentamente selou nos lábios num beijo singelo, que saudade desse beijo, de sentir sua boca na minha. Soltei dele passando a mão sobre seu rosto, na sua face continha um sorriso perfeito.
  Passei aquela tarde com Luan, ele me paparicou demais, com autorização do médico ele me ajudou a caminhar também, ficou todo bobo me olhando.
  Uma semana passou e hoje era dia da minha alta, enfim vou sair desse hospital, não aguento mais ficar aqui dentro. Agradeço a todos os médicos que cuidaram de mim esse tempo todo.
  Ainda to meio debilitada, tenho que recuperar um pouco do meu peso anterior, ainda to com uns roxos mas nada de mais. Eu voltei a andar normalmente, mas ainda tenho ajuda de uma muleta, só pra me ajudar, virou minha amiga (risos).
  Não vi Vitor nesses últimos dias, depois daquele estranhamento com Luan ele só me liga, ou manda recado pela minha mãe, sinto falta dele, afinal ele é meu amigo.
  Mas enfim, to nesse momento em pé, mas apoiada com a muleta, pronta pra voltar pra casa. Minha mãe conversava comigo, quando Luan entrou no quarto todo lindo de boné com um buquê de rosas vermelhas na mão.
  _Luan! - caminhei devagar até ele que veio até mim e me abraçou forte.
  _Luninha, que bom que você vai sair daqui - beijou meu rosto - Ó, trouxe pro cê.
  _Ai que amor - peguei o buquê cheirando as rosas - São lindas, obrigada.
  _Não foi nada. Oi dona Paula - Luan cumprimentou minha mãe.
  _Oi querido, tudo bom?
  _Tudo ótimo, vocês vão pra casa?
  _Vamos sim - respondeu ela.
  _Vou com você então, posso?
  _É claro Luan - minha mãe sorriu, olhei pra Luan que sorriu também.
  _Agora vamos - os chamei.
  Fomos andando pelo corredor, encontrei Well, o cumprimentei e seguimos para a saída do hospital. Quando saímos tomei um susto, havia várias fãs do Luan na porta com cartazes e presentes, assim que me viram começaram a gritar e bater palma.
  Olhei para Luan que piscou pra mim, os seguranças do hospital faziam uma barreira, apesar que elas estavam bem calmas. Fui devagar até elas, me olhavam com lágrimas nos olhos e eu apertando pra não chorar também.
  _Oi meninas - cheguei tímida perto delas.
  _Luninha! Como você ta anjo? Ficamos tão felizes quando o nego contou que você acordou.
  _E eu fiquei muito feliz quando ele me contou das suas homenagens, ai não sei como agradecer esse carinho de vocês - sorri.
  _Imagina, você merece. A gente tava com saudade de você.
  _Own lindas, me abracem - não deu pra abraçar todas mas pelo menos as que estavam na frente, foram me entregando presentes e mais presentes.
  _Deixa eu ajudar - Luan chegou sorridente pra pegar alguns presentes e elas paralisaram.
  _Tão esperando o que? É pra abraçar gente - ri e elas correram para abraça-lo.
  Fiquei olhando ele e as fãs brincando e rindo, eu lá segurando pra não chorar. Tudo aquilo é tão mágico e lindo, acho que amor de fã é o mais puro de todas, igual o de mãe. Você ama a pessoa sem nunca ter tocado ou visto, só pelo fato dela existir já te faz feliz.
  _Cuida do Luan, ta Luninha? Ele é nossa vida - uma delas me pediu.
  _Pode deixar, vou cuidar desse menino - tirei o boné dele que fez bico pra mim.
  _Sou mais velho, eu cuido de você - disse se achando colocando o boné de volta na cabeça.
  _Ah é nossa, um ano é muita diferença - risos.
  _Palhaça.
  _Precisamos ir - Well chegou até nós.
  _Ah que pena - fiz muchocho - Então tchau galera.
  _Tchau minhas negas, eu vivo vocês - elas acenaram pra nós.
  Entramos na Van que nos esperava, me sentei com cuidado no banco e Luan se sentou ao meu lado, minha mãe a nossa frente.
  Seguimos pra casa, não via a hora de deitar na minha cama, paramos em frente ao portão e senti uma alegria, to de volta a casa. Descemos e minha foi foi abrir a porta.
  _Seja bem-vinda de volta - Mãe me disse quando entrei na sala, tudo estava no mesmo lugar, não mudou absolutamente nada.
  _Que saudade - abracei minha mãe de lado emocionada por estar de volta.
  Minha mãe foi preparar um lanche pra gente, eu e Luan fomos até o meu quarto. Quando entrei ele também estava do mesmo jeitinho, colocamos os presentes num canto do quarto e me sentei na cama pegando meu quadro com uma foto minha e de meu pai.
  Olhei nós dois e sorri lembrando dele, talvez foi ele o meu anjo da guarda, que não me deixou partir naquele acidente. E depois deixou o trabalho para Luan, porque encontrei outro anjo pra cuidar de mim, nunca fui tão feliz na minha vida.
  _Saudade dele né? - Luan sentou ao meu lado.
  _Demais - suspirei - Mas sei que ele ta cuidando de mim, sendo meu anjo da guarda.
  _Também vou cuidar de você, fiz uma promessa a sua mãe e vou cumprir.
  Nós disse nada apenas o abracei bem forte, sabe aquele abraço gostoso que tira o fôlego? Pois é, eu precisa disso. Ficamos algum tempo assim, só curtindo um ao outro.
  Logo minha mãe nos chamou para comer, ai que saudade da comidinha da minha mãezinha. Linda. Depois disso eu e Luan voltamos pro meu quarto e ficamos deitados na cama, ele me fazia rir a todo instante.
  _Vamos amanhã lá pra casa? Não tenho shows por esses dias.
  _Ir pra Londrina? Uai não sei, vamos sim - brinquei com seus dedinhos.
  _Vamos fazer um churrasco, chamar toda a equipe pra comemorar sua saída - pegou minha mão e beijou.
  _Saudade da galera, saudade da sua família também.
  _Nossa família, somos só uma família de agora em diante.
  _Ok - ri - Nossa família.
  _Isso ai, agora me dá um beijo, to com saudades do cê muié.
  _Oh homi - risos.
  Segurei seu rosto e lhe dei um beijo longo e intenso, matando todas as saudades que sentiamos, nunca provei beijo tão bom em toda minha vida.
CONTINUA...

  Próximo capítulo vai ser de alegria e romantismo. Comentem *-*

terça-feira, 28 de janeiro de 2014

Amizade Colorida - 33


  Luna não conseguia se mover ainda pelo tempo que ficou imóvel, mas seus olhos procuravam em volta para saber o que acontecia. Ninguém ali sabia o que dizer, só chorar e sorrir, Luna criando forças moveu devagar a boca e com dificuldades soou numa voz rouca o seu nome.
  _Luan... - o chamou bem baixinho.
  _Eu to aqui meu anjo, to aqui - segurou sua mão forte e beijou sua testa.
  Seus olhos se voltaram para a mãe que entendeu e se aproximou da minha também ficando ao seu lado.
  _Minha filha, graças a Deus você acordou, acho que não suportaria ficar mais tempo sem você - ela deu um fraco sorriso.
  Vitor ficou em volta dela também e passou a mão sobre seus cabelos a olhando, Luan ficou incomodado com aquilo mas não ligou muito, afinal existia algo mais interessante. Luna havia saído do coma.
  O doutor Otávio pediu licença para fazer mais alguns exames e esperar Luna se recuperar mais um pouco. Luan na sala de espera não perdeu tempo e ligou para toda a família contando da notícia, todos ficaram felizes.
  Uma hora depois o médico disse que poderiam entrar, lá foram os três novamente. Quando entraram ela estava acordada sorrindo, sua cama estava meio inclinada para ela poder olhar para eles já que não movia muito bem o corpo.
  _Vocês não fazem idéia de como é ruim ficar sem mover a cabeça - ela disse baixo sorrindo olhando para eles.
  _Você não perde o bom-humor né mesmo? - Vitor riu.
  _E você não imagina a falta que você fez - Luan estava sorridente e emocionado.
  _Senta aqui - ela disse sorrindo olhando para o Luan.
  Paula puxou Vitor os deixando a sós.
  _O que aconteceu esse tempo? Não me lembro de nada - perguntou.
  _Você sofreu um grave acidente de carro na virada do ano, quando foi a uma festa com o Vitor - Luna franziu a testa parecendo recordar.
  _Até ai eu lembro e depois?
  _Você ficou muito ruim e acabou ficando em coma, ninguém tinha previsão de quando acordaria. Foi realmente um milagre porque até hoje você se recupera de algumas lesões.
  _Por isso to com dor nas pernas e na costela - ela deu um sorriso de canto - Mas fiquei quanto tempo em coma?
  _Um mês e alguns dias. Alguns diriam que foi pouco tempo, mas - Luan baixou o olhar triste - Pra mim parecia uma eternidade. Fiquei com medo de te perder. Esse tempo foi horrível pra mim ficar sem você do meu lado, sem teu cheiro, seu calor, sem ouvir tua voz.
  _Você nunca vai me perder - ele olhou em seus olhos - Eu te amo mais que tudo nessa vida, além do mais foi você mesmo que me tirou dessa.
  _Como assim?
  _Eu não sei explicar, mas eu ouvi a sua música, ouvi sua voz nos meus pensamentos. Eu não to maluca mas eu juro que ouvi a Te Vivo, e nesse momento eu acordei, não tinha força pra ir os olhos e sair andando. Mas comecei a sentir tudo a minha volta. Vozes, barulhos, até o calor do corpo das pessoas. E quando peguei na tua mão senti que era você e do nada abri os olhos vendo um anjo em minha frente - lágrimas desceram dos olhos dela - Senti uma paz tão grande.
  _Como ouviu minha música? - perguntou.
  _Não sei, mas ouvi sua voz em meio a uma multidão - Luan logo pensou no seu show.
  _Deve que foi no show que fiz nessa madrugada. Foi uma homenagem a você. Contei a todos a nossa história e que eu tava completamente apaixonado.
  _Você ficou maluco? E suas fãs?
  _Minhas fãs te adoram, aliás elas vem dando muito carinho a você, presentes, homenagens e até vieram aqui no hospital - sorriu todo bobo - E eu fiz isso porque não aguentava mais esconder, precisava confessar tudo o que tava sentindo. E pelo que vi deu certo.
  _Isso o que aconteceu é mágico.
  _Não, é o nosso amor - pegou sua mão colocando sobre seu coração.
  _E seu não acordasse? Iria me esperar? - perguntou tremula.
  _Até os últimos minutos da minha vida - lhe deu um beijo no alto da cabeça.
  _Eu... eu te vivo - disse ela entre mais lágrimas.
  _Eu te vivo meu anjo - acariciou seu rosto.
  Luan deitou ao lado dela na cama puxando com cuidado seu corpo pra mais perto dele, e assim ela adormeceu sobre seu peito, e ele logo em seguida.
  Naquela semana Luna foi se recuperando aos poucos, já conseguia mexer a cabeça, os braços e o tronco. Do quadril pra baixo era preciso a ajuda de uma fisioterapeuta e logo depois começaria a sessão.
  Luan contou pelo twitter que ela havia acordado, foi uma felicidade só entre as fãs. A imprensa estava em cima buscando saber a relação dos dois, mas ele não quis falar nada por enquanto.
  Ele teve que voltar com seus shows e ainda tinha os trabalhos para o novo DVD para abril que será gravado em São Paulo, então não teve tempo para acompanhar a recuperação de Luna.
  Já estava na segunda semana e ela fazia exercícios para alongar o corpo e assim conseguir andar. Luan ligava todos os dias para Luna, até quando ela dormia, ela só ria da preocupação do Luan.
Luna narrando:
  Quando minha mãe me contou de como eu fiquei e de tudo o que aconteceu eu dei mais valor a vida. Acabei de crer que não somos nada nesse mundo, o problema não é morrer, o meu medo é de partir e deixar as pessoas que amo sofrendo, é tudo o que eu menos quero.
  Mas graças a Deus eu consegui sair dessa, e to aqui com minha mãe, meu amigo Vitor e o homem da minha vida. Luan é um anjo, sem dúvida, o carinho que ele me trata é único.
  Meu coração apertou quando soube que ele sofreu muito quando eu estava em coma, deu vontade de abraça-lo e nunca mais soltar e dizer "Olha eu to aqui, to com você sempre".
  Quando acordei e o vi pela primeira vez foi uma paz tão grande, minha felicidade depende da dele. Meu menino, meu anjo, minha inspiração. Só de lembrar que foi sua voz embalada numa canção que me acordou eu arrepio, agora tive total certeza que nosso amor vai além do físico, além dessa vida. Um amor de alma, que nunca acaba.
  Pena que ele não pode me acompanhar nessas duas semanas que to fazendo fisioterapia, mas entendo ele e prefiro que ele se dedique ao trabalho.
  No hospital Vitor me fazia companhia junto com minha mãe, esse é um fofo também comigo. Minha mãe? Ah, essa é uma guerreira, minha rainha, não queria por nada nessa vida desgrudar dela.
  Meu quarto estava cheio de presentes da família Luan Santana, essa galera é foda, isso é que são fãs, mas infelizmente recebi a notícia que uma fã do Luan havia falecido numa tragédia, fiquei triste com isso, mas tenho certeza que isso uniu mais ainda essa família.
  _Pronta pra andar? - perguntou Ana, a fisioterapeuta.
  _To sim - sorri.
  Vitor ajudou ela a me levantar da cama me colocando de pé, eu parecia uma criança aprendendo a andar, dando os primeiros passos. Meus pés tocavam o piso frio do quarto e se arrastavam por ele, Vitor me segurava num braço e Ana em outro e eu ia devagar, minha mãe me olhava feliz como se lembrasse de mim bebe dando os primeiros passos.
  O dia foi tranquilo, fiz mais alguns exercícios mas bem leves porque meu corpo ainda dói um pouco devido as lesões feias que tive, mas tava me recuperando bem. Sem falar que eu to bem magra e pálida demais, ainda tenho uns roxos pelo corpo. Voltei pra cama pra descansar, Vitor teve que ir embora e minha mãe ficou comigo.
  Resolvi ligar pro Luan contando tudo.
  _Luan? - falei assim que atendeu.
  _Luna! Oi meu amor, como você ta? Ta tudo bem? Como foi a fisioterapia? - Luan e seus interrogatórios.
  _Ta sim, fica calmo - dei uma risada - Eu andei hoje, pouco mas to indo bem. Essa semana vai ser dedicado a isso.
  _Queria estar ai pra te acompanhar - senti tristeza na sua voz.
  _Lu não fica triste, por favor. Eu prefiro você ai fazendo o que gosta.
  _Mas eu gosto de estar com você também - disse manhoso - Mas tenho uma boa notícia, depois de amanhã eu to de folga e posso ir te ver.
  _Sério? - quase gritei de felicidade, minha mãe riu de mim - Não vejo a hora de te abraçar de novo.
  _Eu também anjo, eu também.
  _Ta no estúdio de música? - perguntei ouvindo um som de instrumento no fundo,
  _To sim, to fazendo umas músicas pro DVD.
  _Tenho certeza que vão ser perfeitas - sorri.
  _Não mais que você - Morri de amores.
  _Bobo.
  _Linda. Amor preciso ir agora, tão me chamando. Depois de amanhã a gente se vê.
  _Ta bom, vai lá. Beijos.
  Ele desligou e eu me deitei na cama com um sorriso apaixonado no rosto. Tava louca pra ver ele.
[...]
  Era dia da visita do Luan e eu ansiosa para vê-lo, minha mãe me trouxe umas roupas pra tirar aquela do hospital, recebi uma notícia ótima, dentro de uma semana posso voltar pra casa.
  Vitor veio pra ficar no lugar da minha mãe, já que ela foi chamada de última hora no seu trabalho, ele então me fez companhia.
  _Daqui a pouco a Ana chega - disse ele me ajudando a sentar na cama.
  _Verdade, e o Luan que não chega - suspirei.
  _Ele ta vindo? - perguntou rápido.
  _Ta sim, ele disse que viria me visitar. Espero que ele chegue logo.
  _Hum - Vitor ficou em silêncio.
  Meia-hora depois nada do Luan chegar, e longo a Ana chegou. Pedi que ela esperasse um pouco para o Luan me ver andando, mas ela tinha mais um paciente e teria que ser rápida, então tive que fazer o exercício assim mesmo.
  Fiquei de pé apoiada no andador, tipo aqueles de idosos, quem tem quatro pesinhos. Fui me soltando dele devagar e tentando me equilibrar, Vitor abriu os braços pra que eu andasse até ele, fui andando devagar, eu parecia estar numa corda bamba.
  Quando estava perto dele me desequilíbrei e quase caí, mas ele me segurou antes, me abraçando forte, começamos a rir e de repente ouvi a voz dele num tom nada amigável.
  _Posso saber o que ta acontecendo aqui?
CONTINUA...

  Vish o que será que o Luan vai fazer? Aguardem o próximo capítulo. Oh minhas leitoras, comentem aqui lindas *-*

sexta-feira, 24 de janeiro de 2014

Amizade Colorida - 32


Narração:
  Já era mês de fevereiro e tudo continuava como antes. Frio e triste. Luan durante o dia sorria e conversava normalmente, a noite se sentia sozinho e era uma pessoa frágil.
  Dona Paula também se isolava na casa, sozinha e de vez em quando caía em lágrimas pensando na filha.
  Apesar da tragédia e da improvável melhora de Luna, algo iria acontecer, um verdadeiro milagre.
  Num sábado Luan iria participar de um festival, reunindo vários cantores, seu show seria o último, o festival será transmitido pela internet e tv.
  O local do show era imenso reunindo milhares de pessoas, Luan ficou ansioso como sempre, animado para subir ao palco depois de um bom tempo, seus pensamentos ainda estavam longe mas mesmo assim cumpriu seu trabalho.
  Os shows correram bem, o local lotado. Havia centenas de fãs dele na frente do palco, cartazes e faixas decoradas com mensagens de amor e homenagens a Luna.
 
  _E ai Luan, preparado? - Roberval perguntou acertando o ponto do microfone.
  _Opa, bora nóis - sorriu animado.
  Assim que terminou a música de abertura Luan apareceu no meio da fumaça cantando Você de Mim Não Sai, na platéia foram gritos e choros das fãs cantando num só coro.
  O show corria bem, o público tinha as músicas na ponta da língua, as garotas piravam com as gracinhas do Luan que sempre se divertia no palco.
  Chegou ao momento em que Luan puxava um banco e se sentava para cantar Amar Não é Pecado e depois emendava trechos de outras músicas até chegar a Te Vivo. Quando chegou a ela, Luan fez sinal pra banda que iria dizer algo.
  Ele sabia que seria arriscado e que depois disso não os deixariam em paz buscando saber de tudo, mas Luan precisava dizer isso, confessar pra todos o que realmente estava sentindo. Temia que suas fãs não compreendessem, mas não dava mais pra esconder, queria contar tudo que tava intalado na garganta.
  Precisava desabafar, isso estava o sufocando. Então respirou fundo e levou o microfone a boca começando.
  _Á alguns anos atrás, bem lá atrás mesmo eu conheci uma garota, uma guria, tínhamos uns oito anos na época - todos ficaram em silêncio ouvindo atentamente - Foi lá em Campo Grande, a gente era vizinho, nossas famílias se conheciam e tal, e em pouco tempo ela se tornou minha melhor amiga e a pessoa mais incrível já conheci. Ela sempre me incentivou a nunca desistir do meu sonho e uma coisa que nunca esqueço é ela me dizendo que quando eu fosse um grande cantor ela seria minha assessora de imprensa - ele sorriu ao lembrar - Infelizmente o destino nos separou e tomamos rumos diferentes e a gente ficou cinco anos sem se falar. Mas a vida mais um vez me surpreendeu a trazendo de volta pra mim e olha que engraçado, ela é minha assessora agora - ele riu e contágiou a galera que começou a gritar sabendo quem se tratava - E depois de anos percebi o que realmente estava sentindo, talvez a nossa amizade não deixou que a gente percebesse que existia um sentimento mais forte - As fãs ficaram mais atentas já prevendo o que seria - Infelizmente o destino nos pregou mais uma peça e hoje ela ta longe de mim, não fisicamente, mas sua presença ficou ausente. Ela ta em coma e não sei quando ela vai acordar, mas eu vou estar aqui a esperando, passe o tempo que for.
  No hospital a enfermeira que ficava no quarto de Luna assistia pela tv o show do Luan vendo a sua declaração, o olhar da enfermeira estava atento na televisão e não reparou em Luna.
  E o incrível aconteceu, seus batimentos começaram a acelerar, pouca coisa mas era uma ponta de esperança, ela estava imóvel mas conseguia ouvir a voz de Luan pela tv.
  No show Luan continuou a falar.
  _Porque quem ama sabe esperar - nesse momento o público começou a gritar e bater palma, no rosto das fãs desciam lágrimas tamanha emoção - Então pra você, assim como eu, que ta longe dessa pessoa, que ta longe. Pensa assim : "Quem foi que disse que a gente precisa ta colado pra ta junto?" - as pessoas se emocionavam como nunca e Luna no hospital já querendo reagir - Quando você tiver oportunidade você olha bem nos olhos dela e diz com o coração "Eu te vivo!"
  E ao fundo começou o som do piano embalando a música, na platéia só se via rostos emocionados, aplausos e gritos. Casais que estavam ali começaram a se abraçar e se beijar, desconhecidos se abraçaram como se conhececem a anos e choraram juntos, olhos inundados de água.
  As fãs deram as mãos segurando forte e contendo o choro que insistia em sair, nos lábios tinham um sorriso de orgulho e felicidade, em nenhum momento ficaram tristes ou chateadas, pelo contrário, viram que enfim o ídolo havia encontrado a mulher certa.
  _Quando me sinto só te faço mais presente - Luan começou e foi acompanhado por vozes do pais todo, não se falava em outra coisa - Eu fecho os meus olhos e enxergo a gente, em questão de segundos vou pro outro mundo outra constelação, não da pra explicar ao ver você chegando qual a sensação - Luan deixou só o público cantar pois não tinha forças para continuar, seus olhos marejaram - A gente não precisa ta colado pra ta junto, nossos corpos se conversam por horas e horas, sem palavras tão dizendo a todo instante um pro outro o quanto se adoram. Eu não preciso te olhar pra te ter em meu mundo porque aonde quer que eu vá você está em tudo. Tudo, tudo que eu preciso, te vivo.
  Nesse momento Luna reagia, mas ainda ninguém havia percebido, o tom da música era ouvido por ela a fazendo despertar por dentro, e de repente ela mexeu o dedo indicador, bem de leve, voltando da escuridão de um mês desacordada. Mas nada além disso.
  No show Luan continuou a segunda parte da música buscando forças para cantar, todos percebiam sua voz indagada pelo choro. Quem estava em casa também se emocionou, nas redes sociais o principal assunto era Luan e Luna. Para algumas fãs foi surpreendente a confissão de Luan, outras já esperavam por isso e desejaram felicidades. Sempre há aquelas que não aceitam, até porque nada é perfeito, mas as que queriam a felicidade dos dois era bem maior.
  Ao terminar a música Luan foi prestigiado por um turbilhão de aplausos e sorrisos. Ele se sentiu aliviado por ter falado o que realmente sentia, um pouco de receio com medo do que viria daqui pra frente, mas nada estragaria seu momento.
  O show continuou normalmente e no final Luan saiu do palco indo ao camarim secando o suor.
  _Você sabe que foi arriscado não é Luan? - Dagmar o avisava já na Van.
  _Eu sei, mas eu precisava fazer isso. Mostrar pra todo mundo que eu amo a Luna, ela é a mulher da minha vida.
  _Te entendo - ela o colocou em seu colo fazendo carinho nele.
  Assim que chegou no hotel Luan tomou um banho e deitou na cama pedindo a Deus que sua menina saia desse estado e logo dormiu.
  Era por volta do meio-dia, Dona Paula estava em casa arrumando a louça do almoço quando seu telefone tocou.
  _Alô?
  _Dona Paula Vasconcelos?
  _Sim, quem é?
  _É o Otávio médico que atendeu sua filha Luna - disse ele.
  _Ah Sr. Otávio, algum problema? - ficou apreensiva.
  _Nada de grave, pelo contágio, um milagre.
  _Como assim?
  _O estado clínico da Luna teve melhora.
  _O que? - Paula sorriu colocando a mão sobre o coração esperançoso - Ela acordou?
  _Ainda não, mas parece que está reagindo.
  _Estou indo pra ai agora mesmo.
  _Ok, estamos a aguardando.
  Paula desligou e rapidamente pegou sua bolsa indo para o hospital, no caminho ligou para Luan que quando soube ficou louco de alegria e logo chegaria também. Ligou também para Vitor que ficou igual ao Luan.
  _E então Otávio? Posso vê-la? - perguntou assim que viu o médico no corredor que dava para o quarto de Luna.
  _Calma, é só a senhora ou vira mais alguém?
  _Vai vir o Luan e o Vitor, já estão chegando.
  _Falando neles... - Luan e Vitor chegaram ao mesmo tempo, entrando afoitos no hospital, parecia que disputavam pra ver quem chegava primeiro.
  _Cadê a Luna? Ela já acordou? - Luan foi o primeiro a perguntar.
  _Ela ta bem? Como aconteceu isso? - E depois Vitor.
  _Tenham calma rapazes, ela continua como antes, mas teve uma melhora nessa madrugada. Venham comigo.
  Os três acompanharam o médico até o quarto dela, quando entraram viram ela no mesmo modo que antes. Luan correu e ficou ao seu lado segurando sua mão forte.
  _Não sei como - começou o médico - Mas de repente ela estava voltando ao seu estado normal, quando fomos fazer os exames nela hoje vimos que um milagre aconteceu. A Luna pode acordar a qualquer momento.
  _Ai meu Deus! - Paula e Vitor se abraçar felizes da vida, ela chorou como nunca, mas agora eram lágrimas de felicidade.
  Luan só a observava e sentia que ela estava ali, acordada pra ele, segurava a mão dela quando sentiu algo apertar sua mão. Ele olhou e Luna apertava levemente com os dedos.
  _Gente! - Luan não conseguiu falar, todos ficaram em volta dela e perceberam o que se passava.
  _Luna, meu amor, se tiver me ouvindo aperta minha mão - Luan dizia baixo e imediatamente ela apertou a mão de Luan, todos começaram a chorar, Luan se segurava pra não desabar também.
  De repente os olhos de Luna começaram a se abrir lentamente, seu olhar estava confuso olhando para o teto buscado saber o que acontecia.
CONTINUA...

  Hum e ai? O que vcs acham que vem por ai? Ai foi esse capítulo né? Daqui pra frente vai ser só romance. Mas e o Vitor? Veremos.

Amizade Colorida - 31


  Acordei as duas da tarde, minha garganta ainda tava meio ruim, mas melhor do que ontem a noite. Levantei da cama ainda com sono, tomei um banho e depois me arrumei, organizei minha mala pra poder viajar.
  Avisei Dagmar que me deu uma bronca de leve mas entendeu meu lado, liguei pra minha mãe avisando que estava indo para São Paulo, me desejou boa viagem.
  Wellington me acompanhou na viagem, no jatinho eu só sabia pensar nela e mais nada, o meu mundo está preso ao dela, e minha vida só vai voltar ao normal quando ela acordar.
  Pousamos em solo paulista, dali do aeroporto seguimos direto pro hospital. Assim que chegamos tomei um susto.
  A porta do hospital estava repleta de repórteres, pedi ao Well pra parar o carro um pouco mais longe e fiquei observando. Por que esse povo ta aqui?
  Vi ali do lado vi uma galera com cartazes. Minhas fãs? Como eles me acharam?
  Entrei pelos fundos sem levantar suspeita, fui para a sala de espera que sempre fico. Dona Paula estava ali também, seu rosto tinha uma aparência estranha.
  _Dona Paula? - cheguei até ela.
  _Oi Luan - ela se virou pra mim - Cheguei agora, o que ta acontecendo? Por que esse tanto de repórteres ai na frente?
  _Não sei, cheguei agora também. Não sei como descobriram que ela tava aqui.
  _Esse pessoal não respeita nem o estado da minha filha - ela ficou séria.
  _Eu vou ver o que posso fazer.
  Fui até o Well e pedi a ele que tirasse aqueles repórteres dali, mas que chamasse minhas fãs até um canto nos fundos pra eu conversar com elas.
  Uma meia-hora depois, ele veio até mim e disse que tava tudo tranquilo, fui até onde elas estavam.
  _Oi lindas - cumprimentei cada uma, eram uma 10 garotas.
  _Como você ta anjo? - uma delas começou.
  _To indo nega, mas ela vai sair dessa - dei um sorriso de canto - Mas como descobriram que ela tava aqui?
  _Ah descobrindo - deram um sorriso travesso - No jornal disseram que a trouxeram pra essa região, então o único hospital grande daqui é esse.
  _Vocês são ninjas - risos.
  _Você ta tão abatido nego - outra menina me analisou e todas concordaram - E a garganta? Melhorou?
  _Ta melhorando, melhor do que ontem. Já to bem melhor.
  _E a Luninha? Alguma melhora?
  _Não - abaixei o olhar olhando pro meu anel de coco - Nada ainda.
  _Ela vai acordar, logo logo. Você vai ver, também sentimos a falta dela - segurou minha mão a abrindo e colocando na palma um objeto, olhei bem e era um anel de coco também - É a aliança da nossa família, esse anel ta representando a família nos quatro cantos do Brasil. Estamos juntos nessa, mesmo estando longe.
  _Own nega - me emocionei e elas me deram um abraço em conjunto, me senti em paz, uma felicidade sem igual. Meu coração chegou a bater mais forte - Obrigado por tudo, viu? Vocês são os melhores fãs sem dúvida. Sou nada sem vocês.
  _A gente que te agradece - todas choravam - Você é o melhor ídolo do mundo, e fica tranquilo que a Luninha vai ficar boa. Deus ta com ela.
  _Obrigado mesmo - Demos mais um abraço e nos despedimos.
  Entrei pro hospital e elas se foram dizendo que logo voltariam com mais gente. Fique feliz por isso.
  Conversei com Paula e contei tudo, ela ficou emocionada também com a atitude delas, depois fui ao quarto da Luna. E mais uma vez vi ela imóvel sobre a cama.
  Me sentei ao lado dela na cama e acariciei seu rosto pálido e frio, ela podia estar distante, mas está sempre presente aqui no meu coração.
  Toquei suas mãos macias, as apertei com as minhas, podia ficar ali o dia todo só a observando, vendo seus traços e tentando enxergar além do físico, enxergar a alma, a áurea daquela menina mulher. Aposto que só teria coisas boas.
  Sim ela tem seus defeitos como qualquer ser-humano, mas até isso eu amo nela. Não sei, é difícil explicar tudo o que sinto, só olhando dentro dos meus olhos pra ver como brilham quando estou com Luna.
  Os dias foram se passando e tudo seguia como antes, eu sempre presente no hospital e minhas fãs também rapaz. Era uma multidão de pessoas em frente ao local com cartazes e faixas em homenagem a ela. Impossível não sentir felicidade com aquela grande demonstração de carinho.
  Passei a usar dois anéis, aquele meu e o que uma fã havia me dado naquele dia. Parece que ele me dava forças pra continuar.
  O meu refúgio era sempre os braços da minha mãe, ela me colocava em seu colo e afagava meu cabelo me fazendo dormir, igual quando eu era pequeno. Só ela me fazia ficar em paz.
  Mas infelizmente aconteceu mais uma tragédia, nesse domingo 27, teve um incêndio numa boate em Santa Maria que teve mais de duzentas vítimas e dentre eles a Maria Mariana, que depois descobrir ser da família Luan Santana.
  Fiquei sem reação pelo aconteceu, foi uma tragédia sem tamanho. E uma infelicidade também.
  _Por que comigo mãe? - perguntei deitado no colo dela no meu quarto.
  _O que meu filho?
  _Isso tudo que aconteceu, primeiro a Luna, e agora a Maria. Por que comigo? - meus olhos lacrimejaram.
  _Luan, para com isso. Ninguém podia prever o que iria acontecer, mas se tinha que acontecer não poderia ser evitado. Há coisas que só Deus pode explicar. Mas você tem que continuar, ser forte meu anjo, suas fãs e a Luna precisam de você.
  _Nem sei como te agradecer, sempre disposta a me ouvir - me sentei ao lado dela.
  _Eu sou mãe, é mãe é pra essas coisas - mamusca sorriu e me deu um beijo na testa.
  _É verdade.
  Minha mãe saiu do quarto me deixando sozinho. Olhei pro computador e pensei em fazer uma coisa, entrei no twitter e fiquei observando o que comentavam e acabei que descobri que a Maria tinha o sonho que eu regravasse a Meu Destino. Então veio a idéia a minha cabeça.
  Peguei meu violão e liguei a câmera, gravei um vídeo em homenagem a ela cantando essa música, foi uma coisa simples de pouco mais de um minuto, mas onde quer que ela esteja garanto que ela ta vendo.
  Editei o vídeo e postei, não olhei os comentários. Só deitei na cama e acabei cochilando.
  CONTINUA...

 Desculpa pelo capítulo pequeno tbm, mas no próximo vcs terão uma surpresa linda. E pras leitoras fantasmas agora da pra comentar em anônimo, blz? :*

Amizade Colorida - 30

  Duas semanas se passaram e nada mudou. Eu saia do hotel para o hospital e vice versa, não queria sair por nada nesse mundo de perto da Luna. Só que pro meu azar o Vitor também ficava pra baixo e pra cima com a Dona Paula, todo dia no hospital, cara chato.
  Mamusca insistia para que eu fosse embora para casa, mas eu não queria, vou ficar ali o tempo que for. Dagmar e Roberval me faziam companhia as vezes, coitados, era pra estarem em casa de férias, mas estão comigo, eu realmente tenho a melhor equipe, na verdade já se tornaram minha segunda família.
  Minhas fãs também não deixam a desejar, elas logo começaram a desconfiar do sumiço de Luna, sua ausência. Pelo twitter contei sobre o acidente dela, todos em choque como já esperava.
  Mas elas me deram uma força sem igual, subiram tags, fizeram orações e até vídeos em homenagem a minha Luna. Só espero que elas entendam também quando souberem que eu to completamente apaixonado.
  Na verdade se não fossem elas nem sei o que seria de mim, parece que tudo fica sem cor e sem alegria, nada me anima. Hoje vejo o quanto sou dependente do sorriso da Luna, só ela pra me deixar feliz o dia todo. Amo essa menina mais que tudo na vida.
  Nessas semanas que passaram Luna veio se recuperando das fraturas mas nenhum registro de melhora, nenhum exame mostrou se ela vai acordar. Só Deus sabe, mas nunca perder a esperança.
  Hoje to aqui no hospital novamente, era hora do almoço e fui para a cantina comer algo. Depois de lanchar voltei para a salinha de espera que fico sempre, vi Dona Paula sentada no sofá.
  _Oi Dona Paula - a cumprimentei.
  _Oi meu filho - me abraçou, ela estava abatida - Tudo bem?
  _To bem, e a senhora?
  _Vou indo - deu um sorriso triste - Ta difícil, mas é preciso forças.
  _Com certeza - coloquei as mãos no bolso.
  _Mas já comeu? Sua mãe me contou que não se alimentou direito essa semana - depois da mamusca e da Dag, Paula era minha terceira mãe.
  _Já sim, comi um lanche na cantina.
  _Lanche não enche. Vamos lá em casa comer um pouco, preparo um almoço bom pra gente.
  _Hum, que saudade da sua comida - risos.
  _Vamos então.
  Chamei o Well que nos levou até a sua casa. Assim que entramos todas as lembranças que passei com Luna ali vieram a minha cabeça. De todas as nossas brincadeiras, beijos inesquecíveis, bagunças, mas acima de tudo foi aqui que começou o nosso amor.
  Paula foi para a cozinha, me sentei num banco perto do balcão e ficamos conversando, em pouco tempo senti o cheiro gostoso de comida.
  Me sentei com ela e almoçamos, rapaz que comida boa, nossa senhora. Tava com saudade cara.
  _Que comida boa hein? Rapaz do céu - comentei quando terminei de comer.
  _Sabia que não iria resistir - sorriu - E você não quer ir pra casa descansar?
  _Não, quero ficar aqui perto da Luna - bati o pé.
  _Luan meu querido, eu sei o quanto está sofrendo com tudo isso. Mas só um milagre fará com que ela volte, garanto que minha filha não iria gostar de te ver assim triste, impossível eu sei. Mas vai pra Londrina, aproveita pelo menos um pouco suas férias, descansa a cabeça - ela passou a mão no meu rosto com carinho.
  _Mas e se acontecer algo?
  _No primeiro sinal que ela der você será o primeiro a saber - respirei fundo pensativo.
  _Ta bom, a senhora me convenceu - sorri de lado - Vou amanhã então.
  _Ok então. Vai dar tudo certo, te garanto.
  _ Eu sei.
  Dona Paula ficou organizando a casa, então eu fui para o quarto de Luna. Quando entrei sorri vendo seu quarto todo arrumadinho, era incrível, até o seu cheiro ficou no ar.
  Me sentei na sua cama olhando em volta, no criado havia uma foto sua com uns 12 anos ao lado do seu falecido pai, um grande homem. Ela sorria na foto o abraçando forte.
  Vendo aquela foto lembrei da nossa infância, a gente sempre ficava na rua brincando, ela sempre foi a mais sapeca da turma. Nos tornamos grandes amigos rapidamente, aquela menina atrevida e engraçada sempre me encantou, só que nem eu e ela percebemos que tinha algo a mais entre a gente.
  Demorei a notar esse amor que foi crescendo tão rápido que me deixou perdido, mas hoje tenho a certeza de que é a Luna que eu amo.
  E essa menina foi crescendo, mesmo mais madura, ela continuou com sua essência. Se tornou uma grande mulher, uma bela mulher com um charme hipnotizante, no começo tímida e acanhada mas logo se soltava me levando ao céu com seus beijos. Nos seus braços eu me sinto o homem mais feliz desse mundo.
  Ainda não dá pra acreditar que tudo isso acabou tão rápido. Agora to sozinho aqui, enquanto ela está em coma longe de mim. Tudo fica insignificante sem o calor do seu corpo, sem teu sorriso, sem seu cheiro.
  Ta sendo mais do que difícil ficar sem ouvir sua voz, sem poder olhar nos seus olhos negros e dizer tudo o que sinto. Tocar sua pele macia, deitar em seu colo e receber seus carinhos. Te abraçar forte e nunca te soltar. Beijar sua boca sentindo teu sabor e falar baixinho no ouvido que é minha pra sempre.
  Não importa o tempo que passe, ou o quanto demore, mas vou estar te esperando aqui de braços abertos.
[...]
  _Bora pro show Luan - Rober me chamava batendo na porta.
  _To indo testa inchada - ri e ele me olhou bravo.
  Sai do quarto e seguimos para o show, iremos nos apresentar no Planeta Atlântida. Já estamos no dia 12 de janeiro e até agora nenhuma melhora no quadro da Luna, cada vez mais meu peito fica vazio, mas tenho que me acostumar.
  A visitei alguma vezes, ta bom, toda semana ia ver ela. E sempre aquele Vitor tava lá, aff. Ta eles são amigos, mas pô ela é minha muié, tem nada que ficar recebendo visita desse caboclo. Não gosto e ponto.
  Hoje to meio mal, a garganta ruim pra caramba, tive até que tirar alguma músicas do repertório. Não gostei, porque queria fazer um show completo, mas era preciso.
  No local do show eu me preparava para o show, dei umas entrevistas e logo foi minha vez de subir ao palco. Quando subi ao palco senti aquela maravilhosa sensação, um arrepio percorreu todo o corpo. Foi maravilhoso, mesmo com a voz ruim, pedi desculpas.
  Minhas negas sempre me alegrando, vi vários cartazes em homenagem a Luna, me emocionei demais e tive que me segurar pra não chorar, mas acho que elas notaram. Aliás nada passa despercebido aos olhos delas.
  Tudo correu bem e graças a Deus deu tudo certo. Chegamos no hotel e cada um foi para o quarto descansar e dormir, era o que eu deveria fazer, mas quem disse que consegui dormir?
  Eu rolava na cama pensando na Luna. Que saudade da minha pequena, a cama ficou mais vazia sem ela ao meu lado, tudo ficou sem graça. Amanhã eu vou visita-la, to precisando ver o seu rosto, só assim pra amenizar minha solidão.
 
 

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Então minhas leitoras, com eu informei láa no Facebook hoje vou postar 3 Capítulos :*

quinta-feira, 23 de janeiro de 2014

Amizade Colorida - 29


Luan narrando:
  Vocês já sentiram a sensação que a sua vida está pela metade? E que nada pode preencher esse vazio? É o que eu to passando.
  Parece que um buraco negro se abriu debaixo dos meus pés, a ficha não caiu cara. A Luna cara, a minha menina, a mulher que eu amo, numa cama de hospital e em coma. O que vai ser de mim sem ela meu Deus?
  Chorei tanto que nem tinha forças pra falar, passei horas ali sentado no sofá só pensando em como vai ser minha vida daqui pra frente.
  Dona Paula ficou com Dag em outro sala, ela estava muito abatida e teve que tomar uns remédios fortes. Roberval me mandou uma mensagem dizendo que já estava voltando com a banda, contei a ele o que aconteceu que ficou abalado também.
  _Luan não quer comer alguma coisa? - Dag sentou ao meu lado colocando a mão sobre meu ombro.
  _To sem fome
  _Luan você não dormiu e nem dormiu. Já fiz uma reserva no hotel, vai pra lá descansar um pouco.
  _Não quero, vou ficar aqui. Quero saber alguma sobre a Luna - meus olhos ameaçaram chorar.
  _Ai Luan - ela me deitou em seu colo afagando meu cabelo - Fica calmo, não sabemos quando mas ela vai acordar sim. Mas até lá você tem que se cuidar também, pra receber a Luna de braços abertos.
  _Ta bom - me levantei ficando de pé - Eu vou mas volto rápido.
  _Sendo assim, vou ligar para os seus pais também, era pra você estar lá e até agora nenhuma notícia, devem estar preocupados.
  _Verdade, esqueci. Liga pra eles, vou nessa, daqui a pouco to aqui.
  _Vai lá - me deu um beijo na testa.
  Sai pelos fundos, peguei um táxi escondido e fui para o endereço que Dag me deu. Cheguei no hotel e já estava feita a reserva, subi para o quarto, tomei um banho e pedi alguma coisa pra comer.
  Meu plano era voltar pro hospital rápido, mas quando acabei de comer me bateu um sono forte e não resisti, desabei na cama, apaguei geral.
  Acordei assustado, e custei recuperar os sentidos. Me lembrei de voltar ao hospital, olhei no celular e já se passava das cinco da tarde, droga! Dormi demais.
  Vesti uma roupa correndo, peguei meu celular e coloquei um boné, quando saí do quarto vi o Cirilo parado de frente a porta do quarto.
  _Cirilo? Já chegaram? - perguntei.
  _Sim, a mais ou menos uma hora atrás. O restante da equipe e da banda já passaram no hospital e agora estão indo pra casa, disseram que logo virão fazer uma visita a Luna. Sinto muito Luan.
  _Obrigado - baixei o olhar - E os meus pais?
  _Estão no hospital - fomos andando e conversando - E ficarão hospedado aqui no hotel também.
  _Ok.
  Descemos para o estacionamento, entramos no carro e fomos para o hospital. Quando entrei vi minha mãe, meu pai e Bruna. Não aguentei e corri até ela.
  _Ai mãe - ela me abraçou forte como nunca, só o abraço de minha mãe pra me acalmar.
  _Vai ficar tudo bem meu filho, ela vai sair dessa. E você? Como ta?
  _To mal né.
  _Vai dar tudo certo, Deus ta tomando conta dela - meu pai também me abraçou.
  _É maninho, a Luna é uma garota forte, daqui a pouco tai brincando e sorrindo - Bruna tentou me animar.
  _Valeu gente. Cadê a Paula? - perguntei olhando em volta.
  _Ela foi pra casa descansar também, daqui a pouco está aqui - respondeu Dagmar vindo até nós.
  _Ta bom.
  Depois de uma meia-hora vi Paula entrar na sala, sorri mas logo meu sorriso se desmanchou, vi Vitor entrar logo atrás dela. Fechei a cara e o olhei sério que me encarou também.
  _O que esse cara ta fazendo aqui? - nos encaramos.
  _Luan! Que isso meu filho? - Meu pai me repreendeu.
  _Foi esse daí que levou a Luna pra essa maldita festa, e ainda deixou ela voltar sozinha debaixo de chuva - alterei a voz.
  _Não foi minha culpa - se defendeu - A Luna quis ir embora e deixei porque eu tava bêbado, não podia dirigir.
  _Ah bêbado? - ri irônico - Tinha que ser. Mas isso não justifica nada, você era responsável por ela.
  _Já disse que não foi minha culpa. Ou você acha que também não to triste? Tudo o que eu quero é a Luna bem, jamais faria mal a ela - senti verdade nas suas palavras.
  _Ta, foi mal cara. É que eu to preocupado - suspirei me sentando no sofá.
  _Sei como se sente - disse baixo.
  _Não foi culpa de ninguém - disse Paula - Agora é só não perder as esperanças.
  Continuamos ali em silêncio, eu me sentia incomodado com a presença do Vitor. Uai querem o que? Ele também gosta, e até demais, da Luna, da minha Luninha. E eu me sinto inseguro com essa aproximação, tenho certo medo.
  Mas mudando de assunto, o médico veio até a gente e disse que poderíamos vê-la. Meu coração saltou no peito. Primeiro foram Paula e minha mãe, ficaram um curto tempo lá dentro, as duas se abraçavam e Paula chorava.
  Depois foi a vez do meu pai e Bruna, e em seguida minha vez e de Vitor. Fomos andando calados por um corredor branco e iluminado, estava frio, mas não o ambiente, mas sim a minha espinha. Chegamos em frente ao seu quarto, Vitor abriu a porta devagar. Levantei o olhar e a vi sobre a cama, cheia de aparelhos. Caminhei até ao lado dela e Vitor se pôs do outro.
  Seus olhos fechados e seu corpo imóvel me deixou agoniado. Sua pele tinha os rastros do acidente. Machucados, escoriações, hematomas.
  Segurei sua mão que estava fria, meu peito se apertou e senti dor. Olhei para Vitor que estava com a mesma expressão que a minha. Uma enfermeira entrou nos pedindo para sair, soltei a mão dela e lhe dei um beijo na testa me despedindo.
  _Ela vai sair dessa - Vitor disse andando a minha frente, não disse nada, não havia o que dizer.
  Os dias se seguiram assim, sem nenhuma mudança.
CONTINUA...

  Desculpa pelo capítulo pequeno, mas eu quero ir dividindo pra chegar até onde eu quero. No final vcs vão gostar.

segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

Amizade Colorida - 28



  Já estou em casa, a semana de natal na chácara do Luan foi maravilhoso, apesar daquele incidente dele com as fãs, mas nada como um dia após o outro. Minha mãe ficou de férias, e a gente sempre saía pra uma pizzaria, tomar sorvete, ir ao shopping. Coisas simples mas que eu adorava fazer com ela.
  Luan me liga todo santo dia, ele ta viajando pelo sul com a família e uns amigos, cada dia uma parada numa cidade, só andando (risos). Mas é bom assim, ele vai passar a virada do ano fazendo um show em Fortaleza, mas eu não vou, a Dagmar irá no meu lugar. Boa sorte a todos.

  Eu estava no quarto passando umas fotos pro computador, minha mãe fazia o almoço. Escutei baterem na porta, ouvi a voz da minha mãe e de... deixa eu ver. É o Vitor!
  Sai correndo pelo corredor, cheguei na sala e lá estava meu amigo.

  _Vitor! - pulei no colo dele o abraçando.
  _Luna, tudo bom? - me abraçou forte.
  _Tudo sim, e você? Sumiu - o puxei para sentar no sofá.
  _To bem, é que andei trabalhando muito. Mas vim aqui te fazer um convite.
  _O que é?
  _Vai ter uma festa de fim de ano no interior, indo pro litoral, quer ir comigo?
  _Festa? - fiz careta - Ah mas eu queria passar o réveillon com minha mãe.

  _Que isso filha - minha mãe entrou na conversa - Pode ir, vou ficar bem. 
  _Mas sozinha? - perguntei.
  _Não, na verdade vão fechar a rua aqui e todo mundo aqui da rua organizou a festa de fim de ano, a vizinha me chamou e vou passar com eles.
  _Tem certeza? - perguntei aflita.
  _Absoluta, pode ir com o Vitor - sorriu me aliviando.
  _Tudo bem eu aceito - respondi a Vitor.
  _Aee! - comemorou - Passo aqui pra te pegar.
  _Ok.
  _Vou indo agora - se levantou indo a porta.
  _Já? - o acompanhei.
  _É preciso ir, mas volto. Tchau Dona Paula.
  _Tchau querido. Vai com Deus.
  _Amém. Tchau linda - me deu um beijo no rosto.
  _Tchau - sorri e ele saiu.

  O resto do dia foi normal, daqui uma semana já é ano novo. Não disse ao Luan que iria a está festa com Vitor, porque sabe como é né? Ele ainda é inseguro nisso, teme a minha amizade com ele.

  Hoje é dia, véspera de ano novo. Que venha 2013! Já era uma seis da tarde, a rua da nossa casa estava enfeitada e todo o pessoal alegre, ansioso para a chegada do novo ano. Minha mãe ajudou também, deu vontade de ficar ali, mas não posso furar com Vitor.
  Me arrumei, coloquei um vestido branco tomara que caia branco de saia rodada. Fiz um coque todo desfiado, pra ficar um jeito de mal arrumado. Passei uma maquiagem bem destacada, e nos pés uma rasteira estilo gladiadora de cor dourada.
  Tudo pronto. Me despedi da minha mãe com um abraço forte, como se fosse o último. Estranho.
  Vitor chegou de carro, lá fomos para a festa. Ele estava bem arrumado, de bermuda branca, camiseta azul e de tênis. Na estrada demoramos algumas horas pra chegar, é um pouco longe. Agente foi conversando, dando risada, ouvindo música.
  Chegamos na festa, era num rancho a poucos quilômetros da praia, bem grande o lugar. Um casarão, com piscina, luzes e boa música. Havia muita gente e eu só conheço o Vitor, to fora do ninho.
  Mas fui me acostumando, conversando com o pessoal. As horas foram se passando e já quase meia-noite, reparei que Vitor estava bebendo demais. Me interferi.
 
  _Ta bebendo demais - tirei o copo de sua mão.
  _Nem to - falou com dificuldade.
  _Ta sim - disse séria - Aliás eu quero ir embora.
  _Já?
  _Aham, sei lá, quero ficar com minha mãe e com a galera que eu conheço, aqui não tenho nenhum amigo, só você.
  _Tudo bem, pode ir, aqui a chave do carro - custou tirar a chave do bolso quão bêbado estava.
  _Mas e você?
  _Vou com uns amigos depois. Pode ir lindinha - me deu um beijo na testa e saiu. Fiquei rindo dele.

  Entrei no seu carro, dei a partida e segui rumo pra São Paulo. No meio do caminho começou a chover, de repente a chuva ficou mais grossa ainda. Fiquei com medo de seguir viagem nesse tempo, mas já que estou aqui mesmo, vamos continuar a viagem.
  A chuva ficou bem forte, não se via nada na estrada, e nem tive tempo de reagir quando um caminhão tombou na pista e veio na minha direção, senti um impacto e depois não vi mais nada.

NARRAÇÃO:

  Nesse momento Dona Paula deixou o copo que segurava na mão cair quebrando em mil pedaços, ela sentiu uma sensação ruim e teve que ser segurada pelos amigos,
   _O que houve Paula? Ta bem? - sua vizinha a segurou.
  _Minha filha, quero falar com ela - todos pararam a festa para ajuda-la.
  _Espera, vou ligar pra ela.

  Discou o número de Luna e nada, chamava e chamava mas ninguém atendia. Paula começou a chorar prevendo o pior. Ela ligou para Vitor, mas seu celular estava desligado e o desespero e a angústia começaram a bater. Quando deu 00:00 noite não ouve comemoração para Paula, ela estava inquieta, louca por uma notícia da filha.
  As duas da manhã eis que ela recebe a pior notícia que poderia ter.

  Em Fortaleza era o fim do show de Luan, ele animou a cidade naquele primeiro dia de 2013 como nunca. No fim do show eles saíram do palco todos alegres pelo trabalho cumprido.
  Na Van Luan tentava ligar para Luna também.

  _Que foi Luan? - perguntou Roberval.
  _Uai testa, to tentando ligar pra Luna pra desejar feliz ano novo e ninguém atende cara.
  _Relaxa, daqui a pouco ela retorna.
  _Ta - Luan concordou mas continuou aflito.

  No hotel Luan tomou um banho e voltou a tentar ligar para Luna, e nada, até que depois de tanto insistir atenderam.

  _Luna? Graças a Deus, to tentando te ligar e nada de você atender - Luan desatou a falar.
  _Luan - uma voz diferente estava na linha.
  _Espera... Paula?
  _Sou eu Luan - sua voz estava indagada pelo pelo choro.
  _Dona Paula, aconteceu alguma coisa? - Luan começou a ficar preocupado.
  _A Luna - Paula começou a chorar.
  _O que tem ela?
  _Ela sofreu um acidente de carro e ta internada em estado grave.
  _O que? - seus olhos lacrimejaram.
  _É isso Luan - Ela mal conseguia falar.
  _Eu to indo pra ai agora, me fala o endereço do hospital - Paula passou o endereço - Ok, de manhã eu chego.
  _Ok.

  Luan desligou e correu até Dagmar dizendo o que aconteceu, ela prontamente pediu ao piloto que deixasse o jatinho pronto. Ela e Luan avisaram Roberval que depois iria com a banda. Os dois foram para o aeroporto, no jatinho Luan não parava quieto, a todo instante preocupado e agoniado.

  _Luan fica calmo - Dagmar segurou sua mão.
  _Eu to com medo Dada - Luan ameaçou chorar.
  _Fica calmo anjo, vai dar tudo certo.

  Depois de algumas horas pousaram em São Paulo, os dois pegaram um táxi e foram para o endereço do hospital. Luan entrou pelos fundos e quando avistou Paula correu e a abraçou.

  _Ai Luan - ela desabou em lágrimas.
  _O que eles disseram? - a olhou.
  _Nada ainda, a levaram para a sala de cirurgia e até agora nenhuma resposta dos médicos. To preocupada.
  _Vai dar tudo certo. Fica calma, mas me conta o que aconteceu.
  _Ontem ela foi a uma festa de fim de ano com Vitor, e pelo jeito ela estava voltando sozinha pra casa, e testemunhas disseram que chovia muito e um caminhão derrapou na rodovia e atingiu seu carro - contou entre lágrimas.
  _Cara - Luan passou as mãos no cabelo.

  Continuaram conversando e esperando alguma notícia do médico. Uma hora depois o médico apareceu, Luan, Paula e Dag ficaram de pé rapidamente.

  _E então doutor? O que aconteceu? - Paula estava agoniada esperando.
  _Tenham calma. Vocês precisam ser fortes.
  _Do que o senhor ta falando? - o coração de Luan disparou.
  _Se acalmem - o médico respirou fundo - A caso dela é grave, ela teve várias fraturas e hemorragia interna. Mas não é só isso.
  _Ai meu Deus - Paula começou a chorar com medo.
  _Sua filha está em coma - nesse momento Paula se destruiu em lágrimas abraçando forte Dagmar. Luan não acreditava no que acabara de ouvir.
  _Mas por quanto tempo? - Luan perguntou devagar engolindo cego.
  _Não se sabe. Isso pode durar dias, meses e até anos. Só um milagre. Agora com licença.

  O médico saiu e os deixou ali naquela sala fria e branca. Dona Paula teve que tomar um calmante para ficar mais calma, seu mundo desabou, ela não poderia acreditar. Primeiro seu marido e agora sua única filha. Nada supera a dor de uma mãe ao saber que sua filha está sobre uma cama, ela saiu de casa toda feliz para voltar gravemente ferida e em coma. Só Deus sabe o que está sentindo.

  Luan estava sentado no sofá com as mãos na cabeça. Tudo a sua volta parou, sua ficha não caiu, era muita coisa pra absorver. Só de pensar que por um tempo indeterminado não veria mais o sorriso da mulher que ama, teu peito gritava de dor.
  Uma tristeza invadia a alma, Luan sentia um medo sem igual. Seus olhos arderam e sentiu seu rosto molhar, botando pra fora toda sua infelicidade.
  Não se sabe como vai ser daqui pra frente, mas é preciso ter forças.
 CONTINUA...

  Oi pessoal Capitulo triste em? A Luna está em coma e não tem prazo para acordar.