sexta-feira, 24 de janeiro de 2014

Amizade Colorida - 30

  Duas semanas se passaram e nada mudou. Eu saia do hotel para o hospital e vice versa, não queria sair por nada nesse mundo de perto da Luna. Só que pro meu azar o Vitor também ficava pra baixo e pra cima com a Dona Paula, todo dia no hospital, cara chato.
  Mamusca insistia para que eu fosse embora para casa, mas eu não queria, vou ficar ali o tempo que for. Dagmar e Roberval me faziam companhia as vezes, coitados, era pra estarem em casa de férias, mas estão comigo, eu realmente tenho a melhor equipe, na verdade já se tornaram minha segunda família.
  Minhas fãs também não deixam a desejar, elas logo começaram a desconfiar do sumiço de Luna, sua ausência. Pelo twitter contei sobre o acidente dela, todos em choque como já esperava.
  Mas elas me deram uma força sem igual, subiram tags, fizeram orações e até vídeos em homenagem a minha Luna. Só espero que elas entendam também quando souberem que eu to completamente apaixonado.
  Na verdade se não fossem elas nem sei o que seria de mim, parece que tudo fica sem cor e sem alegria, nada me anima. Hoje vejo o quanto sou dependente do sorriso da Luna, só ela pra me deixar feliz o dia todo. Amo essa menina mais que tudo na vida.
  Nessas semanas que passaram Luna veio se recuperando das fraturas mas nenhum registro de melhora, nenhum exame mostrou se ela vai acordar. Só Deus sabe, mas nunca perder a esperança.
  Hoje to aqui no hospital novamente, era hora do almoço e fui para a cantina comer algo. Depois de lanchar voltei para a salinha de espera que fico sempre, vi Dona Paula sentada no sofá.
  _Oi Dona Paula - a cumprimentei.
  _Oi meu filho - me abraçou, ela estava abatida - Tudo bem?
  _To bem, e a senhora?
  _Vou indo - deu um sorriso triste - Ta difícil, mas é preciso forças.
  _Com certeza - coloquei as mãos no bolso.
  _Mas já comeu? Sua mãe me contou que não se alimentou direito essa semana - depois da mamusca e da Dag, Paula era minha terceira mãe.
  _Já sim, comi um lanche na cantina.
  _Lanche não enche. Vamos lá em casa comer um pouco, preparo um almoço bom pra gente.
  _Hum, que saudade da sua comida - risos.
  _Vamos então.
  Chamei o Well que nos levou até a sua casa. Assim que entramos todas as lembranças que passei com Luna ali vieram a minha cabeça. De todas as nossas brincadeiras, beijos inesquecíveis, bagunças, mas acima de tudo foi aqui que começou o nosso amor.
  Paula foi para a cozinha, me sentei num banco perto do balcão e ficamos conversando, em pouco tempo senti o cheiro gostoso de comida.
  Me sentei com ela e almoçamos, rapaz que comida boa, nossa senhora. Tava com saudade cara.
  _Que comida boa hein? Rapaz do céu - comentei quando terminei de comer.
  _Sabia que não iria resistir - sorriu - E você não quer ir pra casa descansar?
  _Não, quero ficar aqui perto da Luna - bati o pé.
  _Luan meu querido, eu sei o quanto está sofrendo com tudo isso. Mas só um milagre fará com que ela volte, garanto que minha filha não iria gostar de te ver assim triste, impossível eu sei. Mas vai pra Londrina, aproveita pelo menos um pouco suas férias, descansa a cabeça - ela passou a mão no meu rosto com carinho.
  _Mas e se acontecer algo?
  _No primeiro sinal que ela der você será o primeiro a saber - respirei fundo pensativo.
  _Ta bom, a senhora me convenceu - sorri de lado - Vou amanhã então.
  _Ok então. Vai dar tudo certo, te garanto.
  _ Eu sei.
  Dona Paula ficou organizando a casa, então eu fui para o quarto de Luna. Quando entrei sorri vendo seu quarto todo arrumadinho, era incrível, até o seu cheiro ficou no ar.
  Me sentei na sua cama olhando em volta, no criado havia uma foto sua com uns 12 anos ao lado do seu falecido pai, um grande homem. Ela sorria na foto o abraçando forte.
  Vendo aquela foto lembrei da nossa infância, a gente sempre ficava na rua brincando, ela sempre foi a mais sapeca da turma. Nos tornamos grandes amigos rapidamente, aquela menina atrevida e engraçada sempre me encantou, só que nem eu e ela percebemos que tinha algo a mais entre a gente.
  Demorei a notar esse amor que foi crescendo tão rápido que me deixou perdido, mas hoje tenho a certeza de que é a Luna que eu amo.
  E essa menina foi crescendo, mesmo mais madura, ela continuou com sua essência. Se tornou uma grande mulher, uma bela mulher com um charme hipnotizante, no começo tímida e acanhada mas logo se soltava me levando ao céu com seus beijos. Nos seus braços eu me sinto o homem mais feliz desse mundo.
  Ainda não dá pra acreditar que tudo isso acabou tão rápido. Agora to sozinho aqui, enquanto ela está em coma longe de mim. Tudo fica insignificante sem o calor do seu corpo, sem teu sorriso, sem seu cheiro.
  Ta sendo mais do que difícil ficar sem ouvir sua voz, sem poder olhar nos seus olhos negros e dizer tudo o que sinto. Tocar sua pele macia, deitar em seu colo e receber seus carinhos. Te abraçar forte e nunca te soltar. Beijar sua boca sentindo teu sabor e falar baixinho no ouvido que é minha pra sempre.
  Não importa o tempo que passe, ou o quanto demore, mas vou estar te esperando aqui de braços abertos.
[...]
  _Bora pro show Luan - Rober me chamava batendo na porta.
  _To indo testa inchada - ri e ele me olhou bravo.
  Sai do quarto e seguimos para o show, iremos nos apresentar no Planeta Atlântida. Já estamos no dia 12 de janeiro e até agora nenhuma melhora no quadro da Luna, cada vez mais meu peito fica vazio, mas tenho que me acostumar.
  A visitei alguma vezes, ta bom, toda semana ia ver ela. E sempre aquele Vitor tava lá, aff. Ta eles são amigos, mas pô ela é minha muié, tem nada que ficar recebendo visita desse caboclo. Não gosto e ponto.
  Hoje to meio mal, a garganta ruim pra caramba, tive até que tirar alguma músicas do repertório. Não gostei, porque queria fazer um show completo, mas era preciso.
  No local do show eu me preparava para o show, dei umas entrevistas e logo foi minha vez de subir ao palco. Quando subi ao palco senti aquela maravilhosa sensação, um arrepio percorreu todo o corpo. Foi maravilhoso, mesmo com a voz ruim, pedi desculpas.
  Minhas negas sempre me alegrando, vi vários cartazes em homenagem a Luna, me emocionei demais e tive que me segurar pra não chorar, mas acho que elas notaram. Aliás nada passa despercebido aos olhos delas.
  Tudo correu bem e graças a Deus deu tudo certo. Chegamos no hotel e cada um foi para o quarto descansar e dormir, era o que eu deveria fazer, mas quem disse que consegui dormir?
  Eu rolava na cama pensando na Luna. Que saudade da minha pequena, a cama ficou mais vazia sem ela ao meu lado, tudo ficou sem graça. Amanhã eu vou visita-la, to precisando ver o seu rosto, só assim pra amenizar minha solidão.
 
 

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Então minhas leitoras, com eu informei láa no Facebook hoje vou postar 3 Capítulos :*

Um comentário:

  1. nega me fala o nome do seu fake eu sou seu amigo mas ta duficil te encontrar

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