segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

Amizade Colorida - 21


  Eu fiquei parada perplexa, Luan do meu lado não acreditava no que acontecia, eu queria enfiar a cabeça num buraco e não sair mais de lá.
  _Jade eu posso explicar... - Luan não sabia nem por onde começar.
  _Explicar o que? Hein Luan? - ela alterou a voz chorando muito.
  _Jade espera vamos conversar - ela nem deixou Luan explicar e saiu correndo dali.
  Entrou no quarto de Luan pegou suas coisas e foi embora, Luan corria atrás de Jade tentando explicar. E eu ali no corredor parada chorando e pensando no que aconteceu. Por que deixei isso acontecer? Por que? Eu sou uma idiota mesmo, ta na cara que ele a ama e eu fui descartada, carta fora do baralho. A minha intenção de não estragar o relacionamento do Luan foi por água a baixo, droga! Burra! Ódio.
  Entrei no quarto e sentei na cama pensando, eu sei que não se deve  chorar pelo leite derramado, mas é impossível virar as costas e fingir que nada aconteceu. Ouvi o barulho de porta bater e fui até o quarto dele, entrei sem bater.
  _Não sabe bater? - Luan disse bravo de costas pra mim.
  _Desculpa mas eu vim aqui saber se ta tudo bem - Eu na inocência fui lá pra ajudar, mas devia ter ficado na minha.
  _Não, não ta nada bem! - se virou pra mim nervoso - Ela foi embora e não quer nem mais olhar na minha cara.
  _E você acha que eu tenho culpa? Foi você me agarrou - me defendi.
  _E eu não sei onde estava com a cabeça, não sei o que aconteceu comigo. Eu devia estar louco - Deu uma vontade de voar no Luan, mas não posso fazer isso.
  _Eu realmente não te reconheço mais - segurei as lágrimas que teimavam em querer sair dos olhos.
  _Nem eu te reconheço mais Luna - disse mais calmo - Agora sai do meu quarto, tenho um monte de coisa pra fazer.
  Sai dali arrasada, entrei no meu quarto e me desabei na cama. Ai se arrependimento matasse, eu me odeio na boa, sou uma idiota mesmo.
  Se eu pudesse voltar no passado não iria aceitar esse emprego, e pior é essa porra de amor que estragou a minha vida. Querem uma dica? Nunca amem alguém, se começar sentir algo para e some.
  O que vai ser de mim agora? O que me resta é chorar e lamentar.
  _Luna, acorda. Ta na hora do show, vamos. - Acordei assustada, era Roberval me sacudindo.
  _Ai desculpa, dormi demais - me sentei passando a mão no rosto.
  _Ta tudo bem? Seus olhos estão inchados, andou chorando? - Perguntou Rober me analisando.
  _Não - neguei rápido - Só é sono mesmo.
  _Hum ta bom - Ele fingiu acreditar - Então se arruma.
  _Ta - sorri.
  Ele saiu, eu fui até o banheiro e me olhei no espelho, cara to horrível. O rosto inchado e vermelho de tanto chorar, ai detesto chorar quanto mais por um homem. Eu não entendo essa raça, vem implicando comigo como se estivesse com ciúmes, me beija e me culpa por ter estragado seu namoro, ah vá a m****. Cansei na boa.
  Joguei água na cara e passei um pó pra esconder as orelhas, prendi o cabelo, vesti uma calça e uma bata vermelha. Botei uma sapatilha, peguei minhas coisas e sai correndo. A pressa foi tanta que nem esperei o elevador desocupar, fui pela escada, cheguei na garagem com a boca aberta.
  _Aoo canseira - Rober brincou.
  _É a pressa - dei uma risada.
  Entramos na van e me sentei na frente dessa vez, Luan não trocou nenhuma palavra comigo durante o caminho. Me deu uma vontade de chorar mas aguentei.
  Havia vários shows antes do Luan, as fãs estavam em peso. Ele pareceu esquecer os problemas e sorriu com suas negas, pelo menos elas não o decepcionam.
  Conversei com a imprensa, e logo depois do show Luan daria entrevista para as apresentadoras do festival. Eu fiquei pra cima e pra baixo resolvendo as coisas, precisava ocupar a cabeça e esquecer os problemas.
  Estava no show do Vitor e Léo e logo depois Wesley Safadão, e em seguida Luan. Eu ia observava o show, voltava e sentava num canto sozinha. Pensei, chorei e me arrependi. Ai ta tudo tão difícil, confuso, se eu pudesse pegaria o rumo de casa nesse mesmo instante, sumir não faria nada mal.
  Já era duas da manhã, Luan estava pronto para entrar no palco, a banda nos seus postos e a galera ansiosa.
  Nem preciso dizer que do primeiro segundo e ao último que ficou no palco foi maravilhoso. Uma energia boa sem igual, ele não se deixou abater e fez o show com toda felicidade do mundo.
  Havia vários cartazes, é claro, mas um me deixou sem graça e fiquei rezando pra que a câmera não pegasse nele e que ninguém visse. Dizia o seguinte : "Luan larga a Jade e fica com a Luninha"
  Fiquei sem reação com isso, por sorte ela logo abaixou. Ta tão na cara assim que eu amo o Luan? Ou elas que querem que isso aconteça mesmo.
  Mas enfim, correu tudo bem. Voltamos para o hotel.
  Nessa semana teria o lançamento de uma música nova, a Sogrão Caprichou. Luan sempre no estúdio tendo ideias novas.
  Nesses dias que não tiveram show eu fiquei em casa, como minha mãe estava sempre no trabalho, Vitor me fazia companhia.
  _Faz quanto tempo que estão sem se falar? - Vitor perguntou quando esteve aqui em casa.
  _Ah, já uma semana, desde lá de Recife - me sentei ao seu lado na mesa com a panela de brigadeiro.
  _Você tem que esquecer esse cara - disse Vitor comendo uma colher de brigadeiro.
  _Diz isso pro meu coração - suspirei.
  _Deixa eu tentar te fazer esquecer - ele me olhou nos olhos.
  _Vitor você sabe que...
  _Que você o ama - me interrompeu - É to sabendo, mas vamos tentar. Eu quero muito você.
  Ele segurou meu rosto colocando sua testa na minha me olhando nos olhos.
  _Você é um fofo sabia? - sorri passando a minhas mãos nas suas.
  _Sou é? - deu uma risada - Olha só ganhei um ponto.
  _Bobo. Mas em relação a sua proposta não quero nada sério - fez uma carinha triste - Por enquanto.
  _Como assim? - sorriu esperançoso.
  _Vamos ver até onde isso vai dar - sorri e o beijei.
  _Nossa - se surpreendeu - Gostei.
  Ficamos o dia curtindo um ao outro, Vitor é um amor, muito carinhoso comigo. Não quero um namoro sério por enquanto mas estamos ficando, eu gosto de ficar com ele. Vitor me faz esquecer os problemas, não por completo mas suaviza minha dor.
  Chegamos no mês de dezembro e eu ainda não havia voltado a falar com Luan, não tive nenhuma notícia dele. Férias chegando e também o casamento do Fernando, toda equipe foi convidada. Recebi o convite e poderia levar um acompanhante, chamei minha mãe mas ela não aceitou, então convidei Vitor que aceitou prontamente.
   Será numa quarta-feira em São Paulo, eu e Vitor rodamos lojas e shoppings atrás de um vestido e um terno. Na verdade ele encontrou o terno primeiro, eu que estava indecisa no que vestir.
  Arrastei o Vitor para um shopping e ficamos rodando loja por loja.
  _O que eu não faço por você, hein garota? - Vitor se sentou num banco de frente perto dos provadores.
  _Eu sei que sou irresistível - fiz bico me exibindo.
  _Palhaça - nós rimos.
  Uma vendedora trouxe vários vestidos pra mim, meu Deus! Uns exagerados, outras bem simples. Cores vibrantes, cores mais claras. Vitor só ria de mim, besta.
  Procurei, procurei e procurei até achar o vestido perfeito, pelo menos pra mim.
  _Então? - sai com ele mostrando para Vitor - O que achou?
  _Nossa - me olhou maravilhado - Sabe aquele trecho da música do Luan Santana?
  _Qual música? - perguntei sorrindo.
  _Sogrão Caprichou - ele riu veio até mim e pegou na minha cintura - Vem de vermelho, to passando mal.
  _Ai besta - ri.
  Me olhei no espelho e será esse mesmo. Ele era vermelho meio apagado justo, mas não muito, até metade da coxa. Dali pra baixo era solto em babados discretos e tomara que caia.
CONTINUA...
  Foi fraco o capítulo. Agora a Luna ta se envolvendo com Vitor e vcs terão uma surpresa nesse casamento.

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