segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

Amizade Colorida - 28



  Já estou em casa, a semana de natal na chácara do Luan foi maravilhoso, apesar daquele incidente dele com as fãs, mas nada como um dia após o outro. Minha mãe ficou de férias, e a gente sempre saía pra uma pizzaria, tomar sorvete, ir ao shopping. Coisas simples mas que eu adorava fazer com ela.
  Luan me liga todo santo dia, ele ta viajando pelo sul com a família e uns amigos, cada dia uma parada numa cidade, só andando (risos). Mas é bom assim, ele vai passar a virada do ano fazendo um show em Fortaleza, mas eu não vou, a Dagmar irá no meu lugar. Boa sorte a todos.

  Eu estava no quarto passando umas fotos pro computador, minha mãe fazia o almoço. Escutei baterem na porta, ouvi a voz da minha mãe e de... deixa eu ver. É o Vitor!
  Sai correndo pelo corredor, cheguei na sala e lá estava meu amigo.

  _Vitor! - pulei no colo dele o abraçando.
  _Luna, tudo bom? - me abraçou forte.
  _Tudo sim, e você? Sumiu - o puxei para sentar no sofá.
  _To bem, é que andei trabalhando muito. Mas vim aqui te fazer um convite.
  _O que é?
  _Vai ter uma festa de fim de ano no interior, indo pro litoral, quer ir comigo?
  _Festa? - fiz careta - Ah mas eu queria passar o réveillon com minha mãe.

  _Que isso filha - minha mãe entrou na conversa - Pode ir, vou ficar bem. 
  _Mas sozinha? - perguntei.
  _Não, na verdade vão fechar a rua aqui e todo mundo aqui da rua organizou a festa de fim de ano, a vizinha me chamou e vou passar com eles.
  _Tem certeza? - perguntei aflita.
  _Absoluta, pode ir com o Vitor - sorriu me aliviando.
  _Tudo bem eu aceito - respondi a Vitor.
  _Aee! - comemorou - Passo aqui pra te pegar.
  _Ok.
  _Vou indo agora - se levantou indo a porta.
  _Já? - o acompanhei.
  _É preciso ir, mas volto. Tchau Dona Paula.
  _Tchau querido. Vai com Deus.
  _Amém. Tchau linda - me deu um beijo no rosto.
  _Tchau - sorri e ele saiu.

  O resto do dia foi normal, daqui uma semana já é ano novo. Não disse ao Luan que iria a está festa com Vitor, porque sabe como é né? Ele ainda é inseguro nisso, teme a minha amizade com ele.

  Hoje é dia, véspera de ano novo. Que venha 2013! Já era uma seis da tarde, a rua da nossa casa estava enfeitada e todo o pessoal alegre, ansioso para a chegada do novo ano. Minha mãe ajudou também, deu vontade de ficar ali, mas não posso furar com Vitor.
  Me arrumei, coloquei um vestido branco tomara que caia branco de saia rodada. Fiz um coque todo desfiado, pra ficar um jeito de mal arrumado. Passei uma maquiagem bem destacada, e nos pés uma rasteira estilo gladiadora de cor dourada.
  Tudo pronto. Me despedi da minha mãe com um abraço forte, como se fosse o último. Estranho.
  Vitor chegou de carro, lá fomos para a festa. Ele estava bem arrumado, de bermuda branca, camiseta azul e de tênis. Na estrada demoramos algumas horas pra chegar, é um pouco longe. Agente foi conversando, dando risada, ouvindo música.
  Chegamos na festa, era num rancho a poucos quilômetros da praia, bem grande o lugar. Um casarão, com piscina, luzes e boa música. Havia muita gente e eu só conheço o Vitor, to fora do ninho.
  Mas fui me acostumando, conversando com o pessoal. As horas foram se passando e já quase meia-noite, reparei que Vitor estava bebendo demais. Me interferi.
 
  _Ta bebendo demais - tirei o copo de sua mão.
  _Nem to - falou com dificuldade.
  _Ta sim - disse séria - Aliás eu quero ir embora.
  _Já?
  _Aham, sei lá, quero ficar com minha mãe e com a galera que eu conheço, aqui não tenho nenhum amigo, só você.
  _Tudo bem, pode ir, aqui a chave do carro - custou tirar a chave do bolso quão bêbado estava.
  _Mas e você?
  _Vou com uns amigos depois. Pode ir lindinha - me deu um beijo na testa e saiu. Fiquei rindo dele.

  Entrei no seu carro, dei a partida e segui rumo pra São Paulo. No meio do caminho começou a chover, de repente a chuva ficou mais grossa ainda. Fiquei com medo de seguir viagem nesse tempo, mas já que estou aqui mesmo, vamos continuar a viagem.
  A chuva ficou bem forte, não se via nada na estrada, e nem tive tempo de reagir quando um caminhão tombou na pista e veio na minha direção, senti um impacto e depois não vi mais nada.

NARRAÇÃO:

  Nesse momento Dona Paula deixou o copo que segurava na mão cair quebrando em mil pedaços, ela sentiu uma sensação ruim e teve que ser segurada pelos amigos,
   _O que houve Paula? Ta bem? - sua vizinha a segurou.
  _Minha filha, quero falar com ela - todos pararam a festa para ajuda-la.
  _Espera, vou ligar pra ela.

  Discou o número de Luna e nada, chamava e chamava mas ninguém atendia. Paula começou a chorar prevendo o pior. Ela ligou para Vitor, mas seu celular estava desligado e o desespero e a angústia começaram a bater. Quando deu 00:00 noite não ouve comemoração para Paula, ela estava inquieta, louca por uma notícia da filha.
  As duas da manhã eis que ela recebe a pior notícia que poderia ter.

  Em Fortaleza era o fim do show de Luan, ele animou a cidade naquele primeiro dia de 2013 como nunca. No fim do show eles saíram do palco todos alegres pelo trabalho cumprido.
  Na Van Luan tentava ligar para Luna também.

  _Que foi Luan? - perguntou Roberval.
  _Uai testa, to tentando ligar pra Luna pra desejar feliz ano novo e ninguém atende cara.
  _Relaxa, daqui a pouco ela retorna.
  _Ta - Luan concordou mas continuou aflito.

  No hotel Luan tomou um banho e voltou a tentar ligar para Luna, e nada, até que depois de tanto insistir atenderam.

  _Luna? Graças a Deus, to tentando te ligar e nada de você atender - Luan desatou a falar.
  _Luan - uma voz diferente estava na linha.
  _Espera... Paula?
  _Sou eu Luan - sua voz estava indagada pelo pelo choro.
  _Dona Paula, aconteceu alguma coisa? - Luan começou a ficar preocupado.
  _A Luna - Paula começou a chorar.
  _O que tem ela?
  _Ela sofreu um acidente de carro e ta internada em estado grave.
  _O que? - seus olhos lacrimejaram.
  _É isso Luan - Ela mal conseguia falar.
  _Eu to indo pra ai agora, me fala o endereço do hospital - Paula passou o endereço - Ok, de manhã eu chego.
  _Ok.

  Luan desligou e correu até Dagmar dizendo o que aconteceu, ela prontamente pediu ao piloto que deixasse o jatinho pronto. Ela e Luan avisaram Roberval que depois iria com a banda. Os dois foram para o aeroporto, no jatinho Luan não parava quieto, a todo instante preocupado e agoniado.

  _Luan fica calmo - Dagmar segurou sua mão.
  _Eu to com medo Dada - Luan ameaçou chorar.
  _Fica calmo anjo, vai dar tudo certo.

  Depois de algumas horas pousaram em São Paulo, os dois pegaram um táxi e foram para o endereço do hospital. Luan entrou pelos fundos e quando avistou Paula correu e a abraçou.

  _Ai Luan - ela desabou em lágrimas.
  _O que eles disseram? - a olhou.
  _Nada ainda, a levaram para a sala de cirurgia e até agora nenhuma resposta dos médicos. To preocupada.
  _Vai dar tudo certo. Fica calma, mas me conta o que aconteceu.
  _Ontem ela foi a uma festa de fim de ano com Vitor, e pelo jeito ela estava voltando sozinha pra casa, e testemunhas disseram que chovia muito e um caminhão derrapou na rodovia e atingiu seu carro - contou entre lágrimas.
  _Cara - Luan passou as mãos no cabelo.

  Continuaram conversando e esperando alguma notícia do médico. Uma hora depois o médico apareceu, Luan, Paula e Dag ficaram de pé rapidamente.

  _E então doutor? O que aconteceu? - Paula estava agoniada esperando.
  _Tenham calma. Vocês precisam ser fortes.
  _Do que o senhor ta falando? - o coração de Luan disparou.
  _Se acalmem - o médico respirou fundo - A caso dela é grave, ela teve várias fraturas e hemorragia interna. Mas não é só isso.
  _Ai meu Deus - Paula começou a chorar com medo.
  _Sua filha está em coma - nesse momento Paula se destruiu em lágrimas abraçando forte Dagmar. Luan não acreditava no que acabara de ouvir.
  _Mas por quanto tempo? - Luan perguntou devagar engolindo cego.
  _Não se sabe. Isso pode durar dias, meses e até anos. Só um milagre. Agora com licença.

  O médico saiu e os deixou ali naquela sala fria e branca. Dona Paula teve que tomar um calmante para ficar mais calma, seu mundo desabou, ela não poderia acreditar. Primeiro seu marido e agora sua única filha. Nada supera a dor de uma mãe ao saber que sua filha está sobre uma cama, ela saiu de casa toda feliz para voltar gravemente ferida e em coma. Só Deus sabe o que está sentindo.

  Luan estava sentado no sofá com as mãos na cabeça. Tudo a sua volta parou, sua ficha não caiu, era muita coisa pra absorver. Só de pensar que por um tempo indeterminado não veria mais o sorriso da mulher que ama, teu peito gritava de dor.
  Uma tristeza invadia a alma, Luan sentia um medo sem igual. Seus olhos arderam e sentiu seu rosto molhar, botando pra fora toda sua infelicidade.
  Não se sabe como vai ser daqui pra frente, mas é preciso ter forças.
 CONTINUA...

  Oi pessoal Capitulo triste em? A Luna está em coma e não tem prazo para acordar.
  

  

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