Já estou em casa, a semana de
natal na chácara do Luan foi maravilhoso, apesar daquele incidente dele com as
fãs, mas nada como um dia após o outro. Minha mãe ficou de férias, e a gente
sempre saía pra uma pizzaria, tomar sorvete, ir ao shopping. Coisas simples mas
que eu adorava fazer com ela.
Luan me liga todo santo dia, ele
ta viajando pelo sul com a família e uns amigos, cada dia uma parada numa
cidade, só andando (risos). Mas é bom assim, ele vai passar a virada do ano
fazendo um show em Fortaleza, mas eu não vou, a Dagmar irá no meu lugar. Boa
sorte a todos.
Eu estava no quarto passando
umas fotos pro computador, minha mãe fazia o almoço. Escutei baterem na porta,
ouvi a voz da minha mãe e de... deixa eu ver. É o Vitor!
Sai correndo pelo corredor,
cheguei na sala e lá estava meu amigo.
_Vitor! - pulei no colo dele o
abraçando.
_Luna, tudo bom? - me abraçou
forte.
_Tudo sim, e você? Sumiu - o
puxei para sentar no sofá.
_To bem, é que andei trabalhando
muito. Mas vim aqui te fazer um convite.
_O que é?
_Vai ter uma festa de fim de ano
no interior, indo pro litoral, quer ir comigo?
_Festa? - fiz careta - Ah mas eu
queria passar o réveillon com minha mãe.
_Que isso filha - minha mãe
entrou na conversa - Pode ir, vou ficar bem.
_Mas sozinha? - perguntei.
_Não, na verdade vão fechar a
rua aqui e todo mundo aqui da rua organizou a festa de fim de ano, a vizinha me
chamou e vou passar com eles.
_Tem certeza? - perguntei
aflita.
_Absoluta, pode ir com o Vitor -
sorriu me aliviando.
_Tudo bem eu aceito - respondi a
Vitor.
_Aee! - comemorou - Passo aqui
pra te pegar.
_Ok.
_Vou indo agora - se levantou
indo a porta.
_Já? - o acompanhei.
_É preciso ir, mas volto. Tchau
Dona Paula.
_Tchau querido. Vai com Deus.
_Amém. Tchau linda - me deu um
beijo no rosto.
_Tchau - sorri e ele saiu.
O resto do dia foi normal, daqui
uma semana já é ano novo. Não disse ao Luan que iria a está festa com Vitor,
porque sabe como é né? Ele ainda é inseguro nisso, teme a minha amizade com
ele.
Hoje é dia, véspera de ano novo.
Que venha 2013! Já era uma seis da tarde, a rua da nossa casa estava enfeitada
e todo o pessoal alegre, ansioso para a chegada do novo ano. Minha mãe ajudou
também, deu vontade de ficar ali, mas não posso furar com Vitor.
Me arrumei, coloquei um vestido
branco tomara que caia branco de saia rodada. Fiz um coque todo desfiado, pra
ficar um jeito de mal arrumado. Passei uma maquiagem bem destacada, e nos pés
uma rasteira estilo gladiadora de cor dourada.
Tudo pronto. Me despedi da minha
mãe com um abraço forte, como se fosse o último. Estranho.
Vitor chegou
de carro, lá fomos para a festa. Ele estava bem arrumado, de bermuda branca,
camiseta azul e de tênis. Na estrada demoramos algumas horas pra chegar, é um
pouco longe. Agente foi conversando, dando risada, ouvindo música.
Chegamos na festa, era num
rancho a poucos quilômetros da praia, bem grande o lugar. Um casarão, com
piscina, luzes e boa música. Havia muita gente e eu só conheço o Vitor, to fora
do ninho.
Mas fui me acostumando,
conversando com o pessoal. As horas foram se passando e já quase meia-noite,
reparei que Vitor estava bebendo demais. Me interferi.
_Ta bebendo demais - tirei o
copo de sua mão.
_Nem to - falou com dificuldade.
_Ta sim - disse séria - Aliás eu
quero ir embora.
_Já?
_Aham, sei lá, quero ficar com
minha mãe e com a galera que eu conheço, aqui não tenho nenhum amigo, só você.
_Tudo bem, pode ir, aqui a chave
do carro - custou tirar a chave do bolso quão bêbado estava.
_Mas e você?
_Vou com uns amigos depois. Pode
ir lindinha - me deu um beijo na testa e saiu. Fiquei rindo dele.
Entrei no seu carro, dei a
partida e segui rumo pra São Paulo. No meio do caminho começou a chover, de
repente a chuva ficou mais grossa ainda. Fiquei com medo de seguir viagem nesse
tempo, mas já que estou aqui mesmo, vamos continuar a viagem.
A chuva ficou bem forte, não se
via nada na estrada, e nem tive tempo de reagir quando um caminhão tombou na
pista e veio na minha direção, senti um impacto e depois não vi mais nada.
NARRAÇÃO:
Nesse momento Dona Paula deixou
o copo que segurava na mão cair quebrando em mil pedaços, ela sentiu uma
sensação ruim e teve que ser segurada pelos amigos,
_O que houve Paula? Ta bem? -
sua vizinha a segurou.
_Minha filha, quero falar com
ela - todos pararam a festa para ajuda-la.
_Espera, vou ligar pra ela.
Discou o número de Luna e nada,
chamava e chamava mas ninguém atendia. Paula começou a chorar prevendo o pior.
Ela ligou para Vitor, mas seu celular estava desligado e o desespero e a
angústia começaram a bater. Quando deu 00:00 noite não ouve comemoração para
Paula, ela estava inquieta, louca por uma notícia da filha.
As duas da manhã eis que ela
recebe a pior notícia que poderia ter.
Em Fortaleza era o fim do show
de Luan, ele animou a cidade naquele primeiro dia de 2013 como nunca. No fim do
show eles saíram do palco todos alegres pelo trabalho cumprido.
Na Van Luan tentava ligar para
Luna também.
_Que foi Luan? - perguntou
Roberval.
_Uai testa, to tentando ligar
pra Luna pra desejar feliz ano novo e ninguém atende cara.
_Relaxa, daqui a pouco ela
retorna.
_Ta - Luan concordou mas
continuou aflito.
No hotel Luan tomou um banho e
voltou a tentar ligar para Luna, e nada, até que depois de tanto insistir
atenderam.
_Luna? Graças a Deus, to
tentando te ligar e nada de você atender - Luan desatou a falar.
_Luan - uma voz diferente estava
na linha.
_Espera... Paula?
_Sou eu Luan - sua voz estava
indagada pelo pelo choro.
_Dona Paula,
aconteceu alguma coisa? - Luan começou a ficar preocupado.
_A Luna - Paula começou a
chorar.
_O que tem ela?
_Ela sofreu um acidente de carro
e ta internada em estado grave.
_O que? - seus olhos
lacrimejaram.
_É isso Luan - Ela mal conseguia
falar.
_Eu to indo pra ai agora, me
fala o endereço do hospital - Paula passou o endereço - Ok, de manhã eu chego.
_Ok.
Luan desligou e correu até
Dagmar dizendo o que aconteceu, ela prontamente pediu ao piloto que deixasse o
jatinho pronto. Ela e Luan avisaram Roberval que depois iria com a banda. Os
dois foram para o aeroporto, no jatinho Luan não parava quieto, a todo instante
preocupado e agoniado.
_Luan fica calmo - Dagmar
segurou sua mão.
_Eu to com medo Dada - Luan
ameaçou chorar.
_Fica calmo anjo, vai dar tudo
certo.
Depois de algumas horas pousaram
em São Paulo, os dois pegaram um táxi e foram para o endereço do hospital. Luan
entrou pelos fundos e quando avistou Paula correu e a abraçou.
_Ai Luan - ela desabou em
lágrimas.
_O que eles disseram? - a olhou.
_Nada ainda, a levaram para a
sala de cirurgia e até agora nenhuma resposta dos médicos. To preocupada.
_Vai dar tudo certo. Fica calma,
mas me conta o que aconteceu.
_Ontem ela foi a uma festa de
fim de ano com Vitor, e pelo jeito ela estava voltando sozinha pra casa, e
testemunhas disseram que chovia muito e um caminhão derrapou na rodovia e
atingiu seu carro - contou entre lágrimas.
_Cara - Luan passou as mãos no
cabelo.
Continuaram conversando e
esperando alguma notícia do médico. Uma hora depois o médico apareceu, Luan,
Paula e Dag ficaram de pé rapidamente.
_E então doutor? O que
aconteceu? - Paula estava agoniada esperando.
_Tenham calma. Vocês precisam
ser fortes.
_Do que o senhor ta falando? - o
coração de Luan disparou.
_Se acalmem - o médico respirou
fundo - A caso dela é grave, ela teve várias fraturas e hemorragia interna. Mas
não é só isso.
_Ai meu Deus - Paula começou a
chorar com medo.
_Sua filha está em coma - nesse
momento Paula se destruiu em lágrimas abraçando forte Dagmar. Luan não
acreditava no que acabara de ouvir.
_Mas por quanto tempo? - Luan
perguntou devagar engolindo cego.
_Não se sabe. Isso pode durar
dias, meses e até anos. Só um milagre. Agora com licença.
O médico saiu e os deixou ali
naquela sala fria e branca. Dona Paula teve que tomar um calmante para ficar
mais calma, seu mundo desabou, ela não poderia acreditar. Primeiro seu marido e
agora sua única filha. Nada supera a dor de uma mãe ao saber que sua filha está
sobre uma cama, ela saiu de casa toda feliz para voltar gravemente ferida e em
coma. Só Deus sabe o que está sentindo.
Luan estava sentado no sofá com
as mãos na cabeça. Tudo a sua volta parou, sua ficha não caiu, era muita coisa
pra absorver. Só de pensar que por um tempo indeterminado não veria mais o
sorriso da mulher que ama, teu peito gritava de dor.
Uma tristeza invadia a alma,
Luan sentia um medo sem igual. Seus olhos arderam e sentiu seu rosto molhar,
botando pra fora toda sua infelicidade.
Não se sabe como vai ser daqui
pra frente, mas é preciso ter forças.
CONTINUA...
Oi pessoal Capitulo triste em? A Luna está em coma e não tem prazo para acordar.
Que triste :'( continua!!
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